20 maio 2010

Mais sobre o unilateralismo norte-americano

Um artigo escrito por Flynt e Hillary Mann Leverett, especialistas americanos em assuntos do Oriente Médio, foi publicado no Huffington Post e replicado pelo Luis Nassif. O artigo questiona a validade do unilateralismo na estratégia norte-americana. Fica a sugestão de leitura, especialmente para o H.P., que queria entender melhor porque a moção americana ao Conselho de Segurança da ONU é unilateral, e não multilateral, que foi apoiada por outros países. Alguns trechos:

Para oficiais em Washington ou em qualquer outro lugar, que ainda duvidam de que um Pós-América-Mundo não está em nossas portas, este acordo de reprocessamento de combustíveis nucleares, negociados pelo Brasil e a Turquia com o Irã, serve com sonoro toque de despertador.


(...) eles assinalaram que Washington não pode mais, unilateralmente, definir os termos sobre o manejo de tais assuntos. Como consequência, o mais sério desafio da política externa de Obama, que é restaurar sua condição de líder global, simplesmente, tornou-se mais desalentador.


(...) responder aos extraordinários esforços diplomáticos do Brasil e Turquia com uma arrogante imediata imposição de sanções contra o Irã, a administração Obama estaria tomando curso que poderá infligir sérios danos, não só a reputação dos Estados Unidos, mas, também, a própria legitimidade do Conselho de Segurança da ONU.


(...) A administração Obama tem somente a ele mesmo para se culpar, por esta situação, porque ele enfocou a questão Iraniana com o mesmo unilateralismo extremado, típico do Sr. George Bush.


(...)o Irã trabalhou manifestamente, ousadamente (digamos, estrategicamente) no cultivo de relações com importantes emergentes, como Brasil, Turquia, como também a China, e, nesta semana, mostrou que pode tomar importantes decisões. A administração Obama pode dizer o mesmo?


(...) O Presidente Obama, que tomou posse professorando um novo enfoque no engajamento internacional, permitiu-se eclipsar-se pelos novos poderes emergentes, por sua relutância em ajustar sua retórica a uma verdadeira inovadora diplomacia que tenha uma real percepção dos interesses dos outros países. Caso não cubra esse fosso, a liderança Americana continuará a declinar. A nova arquitetura institucional, para uma governança global no século 21, retoricamente, por ele, professorada, está posta em risco.

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