19 maio 2010

Questão do Irã coloca em xeque a política unilateralista dos EUA

O Conselho de Segurança da ONU começou a perder legitimidade quando foi atropelado pelos EUA e pela Inglaterra no episódio da invasão do Iraque. Como se sabe, a decisão do Conselho foi não autorizar a invasão do Iraque, mas as duas potências decidiram invadir o país. Isso representou uma verdadeira ofensiva do governo Bush contra o multilateralismo. A política Obama procurou revalorizar o Conselho de Segurança, mas com a atitude do Brasil em relação ao Irã, antecipando o que pode ser um efeito em cadeia em favor de uma diplomacia do diálogo e não da pressão, acabou se contradizendo e agilizando a construção de uma moção de boicote àquele país. A atitude americana apenas desvela a continuidade, no governo Obama, da política unilateralista de Bush.
O acordo promovido pelo Brasil, afinal, foi fechado às vésperas do anúncio das sanções propostas. É um bom acordo. Foi elogiado pela França, China, pela Agência Internacional de Energia Atômica e do próprio Secretário-Geral da ONU. Porém, contraria os interesses norte-americanos. E do PiG (Partido da Imprensa Golpista), obviamente.

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