16 junho 2010

Pragmatismo da prática

A campanha de Dilma, em pleno movimento, parece indicar o retorno ao centro da figura de Antônio Palocci. Há alguns dias ele anunciou que desistia de sua candidatura à Câmara Federal para poder se dedicar, integralmente, à campanha da ex-ministra. Em Nova York, na semana retrasada, Dilma ressaltou a importância que sempre atribuiu à condução prudente da política fiscal e fez várias menções a seu conhecido alinhamento com as posições de Palocci, evitando referências ao ministro Guido Mantega.
Num artigo publicado na semana passada no Estado de S. Paulo, Roberto Werneck observava que Palocci conseguiu fazer o que parecia impossível a todos: convencer o País de que a cúpula do PT havia adotado um discurso econômico ponderado.
Palocci é um sujeito que acalma a direita e a classe média inculta. Nenhum problema. É preciso que alguém faça isso e é bom que o PT saiba que alguém precisa fazê-lo.
Poder não se conquista, se constrói, se pactua. É necessário pragmatismo discursivo para construir o poder e isso pode ser bem mais sério que o chamado pragmatismo “da prática”.

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