18 setembro 2010

Operação Mãos Limpas no Amapá 2

A operação Mãos Limpas, pelo que se diz, ainda está “começando”. Aos poucos, mais elementos vão sendo acrescentados ao caso e novas informações vão se tornando públicas.
Pedro Paulo Dias (PP), o governador detido pela Polícia federal, fez como seu antecessor e apoiador, Waldez Góes (PDT), e envolveu quase toda a sua família em diversos canais de corrupção, de acordo com as investigações da Polícia Federal. Alguns elementos:
  • Sua mulher, Denise Carvalho, assumiu a Secretaria da Inclusão e Mobilização Social.
  • Na chefia de gabinete dessa pasta ficou Solangelo Fonseca, cunhado de Dias.
  • Benedito Dias, seu irmão, se tornou secretário especial da Governadoria, bem próximo ao governador.
  • O cirurgião Eupídio, outro irmão, foi para a Secretaria da Saúde.
  • Um "parceiro" seu, segundo a PF, Sebastião Máximo, virou secretário de Planejamento, Orçamento e Tesouro.
Os órgãos de governo ocupados por essas pessoas são o centro das dezenas de supostas fraudes e do esquema de desvios de recursos públicos detectados pelas investigações da Polícia Federal.
O loteamento de cargos entre familiares e amigos, operado pelo governador-candidato Pedro Paulo é uma prática comum nos sete anos em que Waldez Góes foi governador do Amapá.
De acordo com a PF, Waldez chegou a ter 60 membros de seu clã empregados no governo.
Outra peça central da corrupção é Livia Gato, uma jovem assessora da Saúde e amante de Pedro Paulo, de acordo com a PF. Livia participa ou conhece quase todas as supostas negociatas e foi extensamente gravada em interceptações telefônicas da PF. Foi a partir dessas gravações que o esquema de corrupção começou a ser revelado.
É para ela, Lívia Gato, que Pedro Paulo afirma, numa dessas gravações, que pretende receber US$ 30 milhões (R$ 51 milhões) de um grupo de investidores estrangeiros para a sua campanha, em troca de futuras facilidades na implantação de um projeto de plantio de dendê no Estado. Com dados da Folha de São Paulo.

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