17 setembro 2010

A queda de Erenice

Erenice caiu por pressão da mídia golpista, que, em vez de informação, produz o fato. O governo cedeu e Erenice caiu. Esse é o fato. Até penso que, politicamente, a saída de Erenice da casa Civil, é o melhor a fazer. Afinal, não vai dar para, a essa altura do processo eleitoral, explicar, pedagogicamente, o que é a grande mídia. Melhor dar transparência à questão e botar a bola para frente.
Porém, merece ser desvelada a maneira como a grande mídia golpista, associada ao PSDB-Dem, estão se lançando numa eleição suja, baseada em denuncismos.
Senão, o que explica botar no Jornal Nacional, com a cara mais lavada que deus lhe deu, um empresário que já passou dez meses na cadeia? Luis Nassif explicou aqui quem é o empresário que serviu de “fonte” para a “Folha”, na nova denúncia a envolver Erenice Guerra.
Uma coisa é a imprensa fiscalizar relações de poder que envolvem os candidatos. A imprensa tem a função de fiscalizar o poder. Outra coisa, bem diferente, porém, é produzir fatos que motivem coberturas específicas, com caráter nitidamente partidário e unilateral.
Unilateral?
Sim, unilateral. Afinal, essa imprensa, por sua natureza golpista, não diz uma só palavra sobre gente muito suspeita do lado demo-tucano, não é? Por exemplo, Ricardo Sérgio, Preciado e vários outros personagens misteriosos aliados a José Serra.
É a tática do escândalo. A única tática política que a direita brasileira sabe usar atualmente.
Uma tática que só funciona, aliás, nas camadas médias da sociedade brasileira, em meio a eleitores mais escolarizados e com renda mais alta. Nos setores populares e mais próximos de Lula, é uma tática que não pega.
Felizmente, aliás. Mas não dá para baixar a guarda. Afinal, nos próximos dias, mais escândalos virão.
A nós, que preparemos o estômago para o jogo sujo, para a falta de ética e para o farsismo truculento do PiG.

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