05 outubro 2010

As senatoriais no Pará: equilíbrio e tri-partidarização

A votação recebida por Flexa Ribeiro surpreendeu, de fato. Porém, ao serem divulgadas as votações de Jáder Barbalho e Paulo Rocha percebeu-se que as três candidaturas estavam num mesmo patamar eleitoral. Todas três muito próximas, girando em torno de 1.800.000 votos.
Por mais que se considere a peculiaridade do processo, no qual os candidatos do PMDB e do PT poderão ser enquadrados no Ficha Limpa – o que invalida 57% dos votos paraenses para o Senado e exige nova eleição – é preciso perceber que a votação para o senado reproduziu a tendência eleitoral de tri-partidarização da cena política estadual, também verificada nas eleições para as Câmaras Federal e Estadual.
Penso que essa tri-partidarização é o fenômeno básico a ser entendido para se compreender o que está acontecendo na política paraense. Que vem a ser? O que a motiva? Quais as suas conseqüências mais imediatas?

5 comentários:

Anonymous disse...

Acho que ficou faltando o comentário sobre o desempenho do PT e das eleições aqui no Pará. E as perspectivas para o 2° turno, vou ficar aguardando. Então eu deixo uma pergunta – É possível a Ana Julia reverter o cenário político sendo que o Jatene está a pouco mais 1,8% de ser eleito?

Fabio Fonseca de Castro disse...

Chegaremos lá, mas antecipo que acho possível, se arranjos forem feitos.

Anonymous disse...

Fábio,

Mesmo o STF mantendo impugnadas as candidaturas do Paulo Rocha e Jáder Barbalaho, não haverá anulação da eleição.

Tem essa resolução do TSE de nº 22.992/2008: “Os votos dados a candidatos cujos registros encontravam-se sub judice, tendo sido confirmados como nulos, não se somam, para fins de novas eleições (art. 224, CE), aos votos nulos decorrentes de manifestação apolítica do eleitor”.

Abraços,

Marcel Arêde

Fabio Fonseca de Castro disse...

Ok Marcel,
Obrigado pela informação.

MARCIO VASCONCELOS disse...

JADER deve ganhar no STF, pelo seguinte:
O Ministro AYRES BRITO, deve se julgar suspeito no processo, em face da acusação de corrupção que envolve seu filho, e aí o placar fica 5 x 4 pela não aplicação da lei ficha limpa
Segundo, o próximo Ministro do STF, deve ser o MARCIO TOMAZ BASTOS, que já declarou que a lei ficha limpa não se aplica para estas eleições.
O PLACAR FICA 6 X 5