20 outubro 2010

O dossiê da discórdia


O PSDB está conseguindo transformar estas eleições numa pocilga. Hoje, como se viu, superou a todas as expectativas, mesmo as piores. Hoje descobriu-se que a quebra do sigilo fiscal de Mônica Serra e de seu marido foi realizado por gente do próprio PSDB. E não qualquer um. Por Aécio Neves, ninguém mais, ninguém menos.


Consta do inquérito da Polícia federal sobre o assunto que o jornalista Amaury Jr  preparou o dossiê, do qual constava dados fiscais da família Serra a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves – como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.


E tem pior: tentando virar o jogo, ou criar um antídoto, a advogada de Eduardo Jorge, que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça, vazou certas informações para o jornal Folha de São Paulo. Informações pinçadas do todo. Informações secundárias, que induziram (ou permitiram) ao jornal escrever que Amaury Jr produzira o dossiê a pedido do PT.


A PF havia decidido segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política, mas essa operação, desastrada, da advogada, acabou precipitando a explosão do caso. 

No Jornal Nacional de hoje deu para perceber que a grande mídia está tentando minorar o assunto e lançar sobre o PT uma responsabilidade que ele não tem. 


Afinal, é a Polícia federal que conclui: o dossiê foi encomendado por Aécio para se defender de Serra e feito em 2009, antes do período eleitoral. O fato de que Amaury Jr tenha trabalhado para o PT, posteriormente, é um fato isolado dessa pocilga em que se transformou o PSDB.


A Folha de S. Paulo e a Rede Globo dão ênfase ao acessório na sua tentativa de esconder o fato principal.

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