13 dezembro 2010

Lobby de Juca Ferreira causa mal-estar no PT


Um enorme mal-estar tomou conta da equipe de transição de governo e, por extensão, do PT. Trata-se do lobby, encabeçado pelo atual ministro da Cultura, Juca Ferreira, para permanecer no cargo.
Dilma não considera a possibilidade de manter Juca Ferreira. Já afirmou publicamente que deseja que o cargo seja ocupado por uma mulher.
Dois nomers encabeçam a lista: o da historiadora Heloísa Starling, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o de Ana Hollanda, irmã de Chico Buarque, que não é filiada do PT, mas tem ligação com a bancada do partido no Rio.

2 comentários:

Marcel Arêde disse...

Que pena Fábio, o Juca foi um excelente ministro que deu continuidade no trabalho do Gil.

Essa mudança agora é muito arriscado. Será que uma outra pessoa vai fazer o mesmo?

Fabio Fonseca de Castro disse...

Concordo com você. A continuidade da gestão Gil foi fundamental para o cenário de política cultural que temos hoje, que, realmente, é muito bom. Também acho arriscada a mudança, mas não creio que ela represente, necessariamente, uma quebra na política estabelecida. Do ponto de vista da política de bastidor, a substituição de Juca Ferreira é associada com sua pretensa arrogância. Do ponto de vista da construção política, me parece estar relacionada a uma construção maior: ao fato de o PT, enfim, assumir um compromisso de elaboração de seu próprio programa político para a área cultural. Como se sabe, a política Gil/Juca deriva de um pensamento do PV a respeito de política cultural, e não de um pensamento petista. O fato é que o PT nunca pensou, seria e profundamente, sobre essa questão, e não possui condições teóricas avançadas para construir propostas. Se a mudança tiver essa função pode ser interessante, mas isso desde que, obviamente, não perca de vista os avanços positivos da gestão do PV no MinC.