20 janeiro 2011

A baixa participação das mulheres na vida política brasileira


Um estudo internacional sobre a desigualdade de gêneros, divulgado na última reunião do Fórum Econômico Mundial, mostra o Brasil em situação constrangedora quando se mede a participação das mulheres na política.
Nesse quesito, o País ficou em 112º lugar, em um ranking com 134 integrantes. A má colocação se deveu, principalmente, à baixa proporção de parlamentares (9%) e de ministros (7%) do sexo feminino.
No ranking geral, que leva em conta fatores como participação no mercado de trabalho, educação e saúde, o Brasil ficou em 85º lugar este ano. Em relação a 2009, houve uma pequena queda de quatro posições, principalmente em razão da melhora do quadro em outros países.
E isso apesar de existir uma lei de cotas que obriga os partidos a terem mulheres num mínimo de 30% de suas candidaturas.
A eleição de Dilma, uma mulher, para a presidência da República, é uma vitória para o país, e no seu governo teremos 9 mulheres no primeiro escalão. É um número inédito e significativo, mas é preciso perceber que ele nem chega a ser 30% do ministério.
Das 9 ministras de Dilma, 6 vêm do PT:
- Ideli Salvatti (PT-SC) - Ministério da Pesca
- Maria do Rosário (PT-RS) - Secretaria de Direitos Humanos
- Miriam Belchior (PT-SP) - Ministério do Planejamento
- Luiza Helena de Bairros (PT) - Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial
- Tereza Campello (PT) - Ministério do Desenvolvimento Social
- Iriny Lopes (PT-ES) - Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres

Outras três ministras não tem filiação partidária:
- Izabella Teixeira - Meio Ambiente
- Ana de Hollanda - Ministério da Cultura
- Helena Chagas - Secretaria de Comunicação Social
Os demais partidos que fazem parte do governo - PMDB, PSB, PSB, PDT, PR, PP e PCdoB – não indicaram nenhuma mulheres para o ministério.
Essas 9 ministras em um ministério de 37 vagas, representam um espaço de 24% para as mulheres.
A primeira mulher ministra, no Brasil, foi Esther Ferraz. Foi ministra da Educação entre 1982 e 1985, durante o governo do general João Figueiredo. Nos governos seguintes a participação feminina no primeiro escalão foi mínima, variando entre uma e duas. No governo Lula o número máximo de mulheres no ministério chegou a 5 ministras, o que não alcançou o percentual de 15% do total dos cargos do primeiro escalão.

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