13 janeiro 2011

A pós-graduação em comunicação no Brasil


A Sub-Área de Comunicação (Ciências Sociais Aplicadas) tem hoje 39 Mestrados e Doutorados, sendo 24 Mestrados e 15 Programas de Mestrado e Doutorado
No final do século XX, existiam 15 Mestrados e Doutorados, sendo 7 Mestrados e 8 Programas de Mestrado e Doutorado em Comunicação. Entre 2000 e 2010, 18 Mestrados e 6 Programas de Mestrado e Doutorado foram criados. Os dados mostram que, nesse período, a área cresceu 260 por cento.
Apesar do crescimento no número de cursos de pós-graduação existentes, porém, permanecem nossos problemas relativos à internacionalização e às assimetrias.
Do ponto de vista das assimetrias regionais, verifica-se um “desequilíbrio dos programas por região do país. Com efeito, dos 39 Programas existentes atualmente no Campo da Comunicação, 21 estão localizados na região Sudeste (53,8%), sendo que, destes, 14 (35,8%) no Estado de São Paulo; 8 ( 20,5%), na região Sul; 5 (12, 8%), na região Nordeste; 3 (7,6%, na região Centro-Oeste e 2 (5, 12%), na região Norte” 1. Dos doutorados, apenas 2 estão no Nordeste. Não há doutorados na região Norte. Além dos desequilíbrios regionais, intra-regionais e entre estados, há ainda o desequilíbrio em relação à presença da pós-graduação nos municípios brasileiros: dos 39 Mestrados e Doutorados, 27, quase 70 por cento do total, estão nas capitais brasileiras. Apenas 4 cidades não-capitais possuem doutorados em Comunicação – São Bernardo do Campo e Campinas, no Estado de São Paulo, Niterói, no Rio de Janeiro, e São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Assim, no caso da Comunicação, verifica-se a necessidade de permanência e ampliação das ações de incentivo à diminuição das assimetrias.
De todos os programas, apenas seis receberam a nota 5, na última avaliação da Capes. São eles os da UFRJ, UFBA, UFMG, PUC-RS, Unisinos e UFF. Dez programas receberam a nota 4 e 23 a nota 3.

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