01 fevereiro 2011

Corporativismo nefasto

No blog da Franssi:
As grandes construtoras, responsáveis por boa parte do faturamento dos jornais do Estado, estão fechando o cerco: mandaram retirar seus anúncios das páginas dos diários. A pressão para "amansar" o noticiário sobre a tragédia do Real Class na 3 de Maio está pesada e pode acabar interferindo na linha editorial não só dos jornais como das emissoras de rádio e TV. A coisa funciona na base do dá ou desce: ou silencia, ou não há como pagar os jornalistas e demais profissionais e a empresa não aguenta.
Está em jogo a liberdade de imprensa, que não pode se calar sob pena da sociedade ficar à mercê dos interesses dos poderosos, que se acostumaram a controlar tudo e todos. É uma violência à democracia, não podemos retroagir na História, e a blogosfera neste momento é de importância crucial para exercitar o direito de livre expressão do pensamento, garantido na nossa Constituição Federal. Tomemos uma atitude cidadã.
Vamos ver até onde essa corda estica...
Comentário do blog: A nota fala do corporativismo das construtoras, mas também, indiretamente, do corporativismo de veículos de comunicação e de jornalistas, pois ressalta a tendência de que estes "cedam" seu lado da corda. Pessoalmente, estou impressionado como alguns blogueiros começaram a fazer "ponderações" que, mais indiretamente ou menos, favorecem a construtora. A Franssi, muito apropriadamente, ressalta que cabe à sociedade civil se organizar, neste momento, e o meio mais eficaz que tem para isso é por meio da internet. Fiquemos de olho, devemos exigir a apuração da responsabilidade.

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