02 março 2011

Beneditinas 10

No entanto, podemos nos permitir uma clareira, ao menos: a percepção de que o círculo hermenêutico, no horizonte do seu processo, da sua ação interpretativa, anula a todas as grandes figuras abjetas da transparência, do espelhamento, da consciência e da reflexão. O círculo hermenêutico de Benedito Nunes, foi acurado nesse ponto: o ser histórico que ele antevia era inelutável e intransparente; o ser-aí que ele descrevia era a própria anti-consciência; o corte hermenêutico que ele processava (e, aqui, penso sobretudo na sua análise literária) era exato, duro e frio - não deixava cauda para o mundo, impedia toda duplicação do mundo na consciência e pela consciência. BN era a interpretação pura e incondicional.

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