02 março 2011

Beneditinas 9

Há uma presença profunda do mestre Gadamer em Passagem para o Poético. Gadamer aplicou, usou, com sua analítica, o círculo hermenêutico de Heidegger da maneira mais apropriada possível. BN fê-lo também, em Passagem para o Poético, que é, provavelmente, seu livro mais importante. Há uma fonte secreta nessa linha de autores: o parágrafo 32 de Ser e Tempo, no qual Heidegger declara que interpretar é desenvolver as possibilidades projetadas na compreensão. O poético de que fala BN é isso: a compreensão da interpretação. Apressadamente, podemos concluir que está aí o círculo hermenêutico. Mas não sejamos tão apressados. Não concluamos nada; apenas interpretemos. É os que eles mandam, afinal.

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