07 julho 2012

Destruição iconoclasta e globalizante em Tumbuctu

Capture d'écran d'une vidéo montrant la destruction d'un mausolée, à Tombouctou, par des membres d'Ansar Eddine.

Eis aí o que restou de um templo religioso de 500 anos, em Tumbuctu, Mali: um bloco de pedras sem forma - e sem alma. Destruído pela loucura de grupos que se dizem "defensores do Islã". É a mesma fúria iconoclasta que destruiu, no Afeganistão, há uns dez anos, os bi-milenários budas de Bamiyan



Detalhe: o monumento foi construído pelo próprio Islã, era uma mesquita, sempre consagrada ao islamismo - porém, como foi produzida há 500 anos, também conservava símbolos advindos do artesanato ancestral das populações do lugar.

Hoje, pelo que informam, a destruição continua. Vários mausoléus muitas vezes centenários estão sendo destruídos, aos gritos de "Allah Akbar".

O desejo dessa gente é "uniformizar" o islã. Seria isso uma nova forma de globalização? Um novo sintoma da globalização?

A mesma febre de ignorância destrói pessoas. Recentemente cerca de 700 hazaras, um povo islamita extremamente piedoso - e, portanto, fora do padrão dominante no islã político - foi massacrado no Paquistão. E há vários outros massacres recentes, simplesmente ignorados pela grande mídia - como o dos hamadi e dos zikri, povos islamistas que também fogem, de alguma maneira, ao islã purista, integralista e selvagem.






3 comentários:

Rz disse...

Inacreditável! E pensar que na África ao sul do Sahara floresceu um Islã dos mais interessantes!

Anônimo disse...

A tradução da palavra francesa "mosquée" é "mesquita".

Fabio Fonseca de Castro disse...

Obrigado, corrigirei no texto. Li a notícia em francês e a comentei, numa tradução livre, deixando passar a mosquée.