11 julho 2012

Revestimento moralista

Demóstenes Torres (ex-DEM) teve seu mandato cassado hoje por 56 votos a favor, 19 contra e cinco abstenções. Que bom, é claro. Afinal esse sujeito colocou seu mandato à disposição de um dos maiores contraventores da história do Brasil, Carlinhos Cachoeira.

Que bom, ainda, porque o Senado ouviu a opinião pública. É a segunda vez na história que o Senado cassa um mandato parlamentar - o primeiro foi o senador Luiz Estevão.

Porém, é óbvio que essa cassação tem, também, um revestimento moralista que empobrece a política. Tudo soa falso, nela. As falas indignadas dos demais senadores, na imprensa, são pífias. Dão a entrever o corporativismo do Senado e os compromissos da maiorias dos senadores brasileiros com aquilo que há de criminoso, na sociedade brasileira.

Dentre elas, ainda ecoa o discurso cínico do senador Mario Couto, do PSDB do Pará, ex-bicheiro ele também, tal qual Cachoeira, olhando no rosto de Demóstenes Torres e dizendo coisas como O senhor, amigo de um bicheiro... o Senhor me decepcionou.

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