05 Dezembro 2009

Outra Amazônia 11: O que é o Novo Modelo de Desenvolvimento?

O que caracteriza o NMD é a compreensão de que para se alcançar um desenvolvimento real é preciso conjugar o crescimento econômico com o enraizamento social do desenvolvimento. O componente axiológico dessa estratégia é a redução das diferenças existentes entre os padrões educacionais, sanitários, habitacionais e econômicos que são experimentados pelos diversos segmentos da sociedade paraense e amazônica.
O projeto predador acredita que o crescimento econômico, por si só, é suficiente para alavancar o desenvolvimento e que o papel do Estado, nesse processo, deve ser somente o de criar as condições propícias para que o capital faça seu trabalho. Esse é o velho modelo de desenvolvimento.
Na verdade, isso que estamos falando é apenas a ponta de um imenso iceberg. Há muito mais na profundidade de cada projeto, mas só é possível compreender tudo isso se tivermos em mente que os dois modelos são projetos que se geram de experiências concretas do espaço amazônico. Então, para entender a fundo as duas propostas, os dois projetos, temos que entender as grandes forças históricas que estão por trás deles. Os projetos resultam de interpretações sobre o que são essas forças, resultam de vivências amazônicas.
Por isso, antes de aprofundar a compreensão sobre os dois projetos, vamos entender melhor o que é o espaço amazônico, sobretudo o espaço paraense.

Outra Amazônia 10: Esquerda e direita

Vamos explicar as coisas assim:
De um lado está a esquerda democrática, com valores de solidariedade e tolerância. Acreditamos na igualdade e no direito à felicidade de todos e todas, lutamos pela reinserção social, pela diversidade cultural e apostamos na dignidade e no valor dos princípios que fundam a democracia. Acreditamos que o Estado Social, com suas funções sociais (educação, saúde e segurança) e com seu compromisso com a sustentabilidade e a justiça, é o instrumento da manutenção e da evolução de uma sociedade coesa.
Do outro lado está a direita. No Brasil de hoje a direita é representada pelo PSDB e pelo DEM. A direita acredita que o Estado é parte do problema e não da solução, que olha para a sociedade de maneira estratificada e que diferencia as pessoas segundo critérios próprios (e vagos) de capacidades sócio-econômicas e sócio-culturais. Desse outro lado estão as pessoas que entendem que a solidariedade é filha da caridade e que, por isso, recusam ao Estado a responsabilidade sobre a educação, a saúde e a segurança. Estão as pessoas que não acreditam que há deveres partilhados pela sociedade como um todo, estão os que apelam ao individualismo, que colocam na iniciativa privada  e na filantropia a solução das desigualdades e da pobreza, que levam a sociedade a uma competitividade desenfreada e dificilmente regulável. Estão os que defendem as leis do mais forte, do mais rico, do mais poderoso.

Calorias e gordura



Deus me livre desse café da manhã... Visto no aqui.

04 Dezembro 2009

Apoio a campanha do Quinta Emenda


Divisão do Estado: o Hupomnemata 
também é contra. 
Impedir que todos decidam no Plebiscito: 
Hupomnemata 
    também é mais contra ainda. 
  Plebiscito é decisão de todos, não vontade de alguns.

Paraense, defenda seu direito de decidir. 
Uma campanha do Quinta Emenda

Vender o tempo

Chen Xiao, chinesa, aos 26 anos, percebeu em 2008 que não valia mais à pena tomar as próprias decisões: sua cidade fora devastada por um furacão, sua loja favorita fora à falência, estava desempregada e um terremoto deixara mais de 13 mil mortos em seu país. Chen Xiao, então, passou a vender os seus dias.
As pessoas lhe compram horas ou minutos do dia para que ela faça coisas como levar um cão a passear, comprar flores, escrever textos. Até aí tudo bem, mas sendo mito louco este mundo, as pessoas começaram a pagar para que Chen Xiao faça coisas que, antes, só seriam admitidas do ponto de vista mais pessoal, tais como escrever cartas, assistir a aulas no lugar de alguém, pedir desculpas ou acompanhar uma amiga às compras.
A história de Chen Xiao pode ser chamada de mobile lifestyle. O conceito foi usado num livro lançado em 2007, “The 4-hour workweek”. Nele, um sujeito chamado Tim Ferris teoriza que é possível trabalhar menos e ganhar mais terceirizando as tarefas cotidianas. Em síntese, ele propõe que se use a Internet para “alugar” horas de chineses e indianos a fim de que eles resolvam seus problemas.

Outra Amazônia 9: Posições: Amazônia e a ideologia do pânico

Penso que a ideologia do pânico que alimenta as teses da “defesa da soberania nacional” dissimulam o projeto nacionalista-liberal e que, por outro lado, a ideologia do pânico que alimenta o sentimento preservacionista das classes médias brasileiras, bem como o projeto político do Partido Verde, são equivocados e não chegam a compreender a realidade amazônica.
Porém, também acredito que a culpa maior não é dos discursos que se assomam a respeito da Amazônia e que, de certa maneira, oprimem os amazônidas pela sua reverberância, mas sim desses próprios amazônidas, que não participam – ou participam pouco – do debate regional.

Outra Amazônia 8: A posição de onde falamos 3: O lugar de fala que ocupamos

Só acredito que o debate é realmente público quando as posições se tornam claras e os atores não utilizam máscaras, inclusive as de imparcialidade. Minha posição, nesse debate, é clara: critico o modelo de desenvolvimento tradicional, o modelo liberal, bem como todas as forças conservadoras que o representam, seja na versão pobre e inculta das elites amazônicas atuais, seja na versão autoritária e nacionalista do neoliberalismo brasileiro.
Em meu lugar de fala há uma postura crítica; porém, a crítica que faço procura ter uma perspectiva histórica, superando a crítica pela crítica. Sou filiado ao Partido dos Trabalhadores, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Pará e pesquiso, centrado na sociologia, as dinâmicas culturais e comunicacionais do espaço amazônico.

Sobre a divisão do Pará

No blog Quinta Emenda a discussão ferve e evidencia o paroxismo golpista no projeto de divisão do estado: 
Você aí morador do baixo Amazonas, do Nordeste Paraense, das microrregiões Bragantina e do Salgado: você quer ficar de fora do plebiscito que vai decidir se o Pará deve ser cortado em fatias; como uma pizza?
Você é a favor que só o sudeste do Pará vote no plebiscito?
___
Somos Todos Paraenses! 
Por quê, só uma parte decide!?
Bia, comentarista do Quinta, com muita propriedade comenta:
"Boa tarde, Marise querida: não sou jurista, mas acho que os sulistas quiseram fazer charme para a população do sul e sudeste do estado. O plebiscito deveria obedecer a Lei 9.709, que diz com muita clareza:
"Art. 7º Nas consultas plebiscitárias previstas nos arts. 4º e 5º entende-se por população diretamente interessada tanto a do território que se pretende desmembrar, quanto a do que sofrerá desmembramento; em caso de fusão ou anexação, tanto a população da área que se quer anexar quanto a da que receberá o acréscimo; e a vontade popular se aferirá pelo percentual que se manifestar em relação ao total da população consultada."
Vamos ver o que é isso. Ou será que a lei foi revogada? 

Historinha da crise depois da crise

Prólogo tenso: Ontem peguei um táxi. O motorista estava vaidoso da força do real (a moeda). Encheu-me a paciência com seu ufanismo, dizendo que o real (a moeda) estava “derrubando o dólar”. Meio enigmático, balbuciei que o real é uma coisa e a realidade é outra. Não estava a fim de conversa.
Reflexão profilática: Na realidade, o real não está forte por força da economia brasileira, ainda tão desigual que não permite que uma moeda “nacional” seja realmente forte. O real está forte porque o país tem uma política de juros de curto prazo vantajosa para especuladores internacionais, o que não é, necessariamente, uma coisa boa.
Capítulo 1: A receita para a crise econômica, como se sabe, foi injetar dinheiro vivo no sistema financeiro. Ou seja, dar sustentabilidade, ao mercado, por meio de um estrondoso poder de liquidez.
Capítulo 2: Esperava-se que o sistema financeiro, por sua vez, aplicasse esse dinheiro vivo na produção, ou seja, nas empresas, de forma a proteger o emprego e os níveis de consumo (e conseqüentemente, de mais produção). No entanto, o sistema financeiro não o fez: preferiu, espertamente, especular mais.
Excurso moral: A especulação é uma merda!
Capítulo 3: A onda foi especular no câmbio e seus derivativos, distraindo a opinião pública mundial, que não compreendeu, ainda, que câmbio é a mesma coisa, grosso modo, que títulos de dívida e que fundos de ações.
Capítulo 4: O Brasil até está se dando bem com isso, porque o país tem uma taxa de juros de curto prazo atraente. Tem muito investidor, hoje, trocando Dólar futuro por Real e taxa de juros. Isso se chama “carry trade”. É uma operação de curto prazo baseada na desvalorização da moeda americana e na conseqüente valorização do Real.
Capítulo 5: Só que essas operações financeiras produzem uma nova bolha. Dinheiro de verdade é produção e trabalho. Capital financeiro é especulação. Excesso de liquidez investida em especulação de curto prazo é escassez de solução investida num tsunami de problemas.
Capítulo 6: Quando essa bolha estourar a tendência é que o capital investido fuja, correndo, esvaindo, sem nenhuma ordenação. Provocando altas e baixas extemporâneas do Real e dos títulos brasileiros.
Epílogo moral: Excesso de liquidez é uma forma de diarréia. E uma merda sempre será uma merda!
Adendo enriquecedor: Tem alguém, com quem concordo, bem qualificado, que falou ontem a mesma coisa. Veja aqui e aqui.

25 anos de uma tragédia

Acho que ninguém lembrou, nem eu. Felizmente minha mulher é filiada ao Greenpeace e recebeu um boletim lembrando da coisa. Ontem fez 25 anos da tragédia de Bhopal. Em 1984 uma nuvem tóxica saída da fábrica de pesticidas Union Carbide, na cidade de indiana de Bhopal, capital do estado do Madhya Pradesh. Ela causou 25 mil mortes e deixou mais de 100 mil doentes crônicos. A empresa fez um acordo indenizatório o acordo de 470 milhões de dólares, passados ao Estado indiano em 1989. A Anistia Internacional  acha que é muito, muito pouco.

03 Dezembro 2009

Imagens HDR




A foto acima foi feito com a tecnologia HDR. De acordo com a Wikipedia, HDR é a sigla para High Dynamic Range (Grande Alcance Dinâmico). Algo usado em imagem digital, de gráficos para jogos de computador à fotografia. Sempre de acordo com a Wiki, os sensores das câmeras digitais conseguem captar as cores dentro de uma faixa teoricamente limitada (LDR - Low Dynamic Range). Isto faz com que em zonas de muito contraste, algumas informações de cores sejam perdidas. Com o HDR é possível equalizar a exposição. Um software HDR faz uma coisa chamada “renderização”, uma espécie de mapeamento de tons, que vai permitir o posterior ajuste das tonalidades. Aqui uma galeria de imagens HDR no Flickr.

Políticas de assistência social

A consolidação do Sistema Único de Assistência Social foi defendida por entidades da sociedade civil nos últimos dias. É importante reforçar esse debate, porque a assistência social saiu da margem das políticas nacionais para vir para o centro das políticas públicas. Creio que, no futuro, o governo Lula será lembrado, principalmente, por sua política de assistência social, altamente significativa, como mostra a dimensão política do programa Bolsa Família. Mais que isso, os governos do PT, sejam eles estaduais ou municipais, serão avaliuados, centralmente, pela eficiência de suas políticas de assistência social. Apesar de um orçamento anual de R$ 33 bilhões, o MDS ainda depende a consolidade do seu sistema único.
A questão é que o Sistema Único de Assistência Social foi criado em 2005, mas ainda não foi regulamentado por lei. O projeto de lei está em tramitação na Câmara e ainda tem que passar pelo Senado. Fazem parte do Sistema programas e benefícios como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, o Benefício da Prestação Continuada e o ProJovem, além de iniciativas de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Atlas da inovação



Neste link, um atlas da tecnologia a serviço da inovação, interativo. Há duas entidades na Amazônia, ambas encubadoras de projetos, uma em Belém (Cesupa) e outra em Manaus (Cide). 

As conferências municipais de cultura

2.529 municípios realizaram conferências municipais de cultura, atendendo à convocação para a II Conferência nacional de Cultura, a ser realizada de 11 a 14 de março de 2010, em Brasília.. Um aumento de 112% em relação ao processo de 2005, para a I Conferência. Acre e Roraima, que não participaram da I Conferência, conseguiram mobilizar 100% dos seus municípios durante as etapas preparatórias ao evento. Outros três estados chegaram a envolver cerca de 90% dos seus municípios: Bahia (88,48%), Ceará (89,13%) e Espírito Santo (89,74%). Seguiram-se Pernambuco com 78,37%, Rio de Janeiro com 55,43% e São Paulo, com 49,3%. O Pará realizou conferências municipais em 10,48% dos seus municípios. Em números absolutos, a Bahia foi o estado com maior mobilização - 369 municípios.



Outra Amazônia 7: A posição de onde falamos 2: Os dois projetos para a Amazônia

São dois os projetos. De um lado o velho modelo de desemnvolvimento, que é espoliador, usurário e predador. Centrado do ganho individual. Mesquinho e desonesto. De outro, um Novo Modelo de Desenvolvimento, a ser construído ainda, a ser inventado. Um modelo baseado na perspectiva territorial, no respeito à dignidade e à diversidade das populações e de suas práticas econômicas e, sobretudo, na promoção do capital social pela via de investimentos sociais (saúde, educação, segurança, cultura, comunicação popular, esporte e lazer) e do planejamento localizado, coletivo.

Outra Amazônia 6: A posição de onde falamos 1: As duas Amazônias

Para compreender sinteticamente a problemática amazônica, podemos dizer que existem duas Amazônias no Brasil: a Oriental e a Ocidental. As figuras não são perfeitas, mas servem para uma aproximação. A Amazônia Oriental engloba o “arco do desenvolvimento”, que vai de Rondônia até o litoral atlântico da região; as zonas da colonizaçlão histórica, localizadas no Pará, Maranhão e Baixo Amazonas e, também, a área da rodovia Transamazônica, no Pará. Aqui estão a maior parte das áreas antropizadas do território. Mais que isso, aqui se deu o dramático processo de “brasilianização” da Amazônia, ou seja, a ocupação do território segundo a lógica da expansão do capital do centro-sul do Brasil, uma lógica devastatória que produziu, na região, um processo sem precedentes de destruição ambiental e corrosão social.
A Amazônia Ocidental, por sua vez, é um espaço razoavelmente preservado, cuja lógica de ocupação obedeceu a um outro modelo de ocupação, centrado numa ordem de planejamento que contou com insumos estatais para a concentração do espaço produtivo. Naturalmente que a Amazônia Ocidental, também ela, é uma zona de expansão do capital do centro-sul brasileiro, possuindo dinâmicas territoriais e populacionais críticas. Porém, em seu conjunto, expressa um projeto mais racional de desenvolvimento.

A nova composição do PT


A Comissão Organizadora Eleitoral do PED 2009 divulgou ontem seu resultado final. 518.912 petistas votaram no dia 22 de novembro. No PED anterior, em 2007, haviam votado 326 mil. José Eduardo Dutra foi escolhido presidente nacional do PT com 57,9% dos votos válidos. Os dois candidatos mais próximos foram José Eduardo Cardozo, com 17,2% e Geraldo Magela com 12,4%.

As 81 cadeiras do Diretório Nacional ficaram distribuídas da seguinte maneira:


  • O Partido que Muda o Brasil – 45 cadeiras
  • Mensagem ao Partido – 13 cadeiras
  • Esquerda Socialista – 8 cadeiras
  • Movimento: Partido para Todos – 8 cadeiras
  • Partido para Todos – 4 cadeiras
  • Contraponto – 1 cadeira
  • Terra, Trabalho e Soberania – 1 cadeira
  • Virar à Esquerda – 1 cadeira

As 18 cadeira da Comissão Executiva Nacional

  • O Partido que Muda o Brasil - 10 vagas
  • Mensagem ao Partido - 3 vagas
  • Esquerda Socialista - 2 vagas
  • Movimento: Partido para Todos - 2 vagas
  • Partido para Todos - 1 vaga

Além desses, fazem parte da Executiva, bem como do DN, o presidente nacional do PT e os líderes das bancadas do partido na Câmara Federal e no Senado.
Também ficou definida a composição de delegados para o IV Congresso Nacional do PT, que acontece em fevereiro do ano que vem. As 1.350 vagas disponíveis foram compostas da seguinte maneira:

  • O Partido que Muda o Brasil - 744
  • Mensagem ao Partido - 215
  • Esquerda Socialista - 142
  • Movimento: Partido para Todos - 128
  • Partido para Todos - 75
  • Contraponto - 19
  • Terra, Trabalho e Soberania - 17
  • Virar à Esquerda - 10

02 Dezembro 2009

As pedras que flutuam...

Coisas muito estranhas... Esse fenômeno ocorre em Shivapur, Índia. Duas pedras repousam próximas ao santuário de Qamar ali Derviche. Uma tem 55 quilos e a outra 41. Quando onze homens tocam a pedra maior e quando nove homens tocam a pedra menor, ao mesmo tempo fazendo uma determinada oração... as pedras flutuam. Erguem-se a até dois metros de altura. O local onde elas ficam é a sepultura de um santo muçulmano do século XVII chamado Qamar Ali, que teria morrido aos 18 anos. As pedras, foram colocadas no local, segundo a lenda, em atenção ao último pedido local a pedido do jovem moribundo, que fechou os olhos dizendo que o poder espiritual é maior que a força bruta. Não posso garantir que seja verdade, confiram aqui.











Sexual networks


Hoje a tarde eu li, no contexto da minha pesquisa sobre capital comunicacional, um artigo denominado "Chains of Affection: The Structure of Adolescent Romantic and Sexual Networks", escrito por Peter S Bearman, James Moody et Katherine Stovel e publicado no The American Journal of Sociology. Chicago: Jul 2004.Vol.110, Iss. 1; pg. 44, 48 pgs). O artigo relata uma sexual network mapeando a vida sexual de 800 adolescentes de uma high school americana. A ilustração mostra o quem-transou-com-quem apurado.

Em quem confiam os jornalista?

Um projeto de investigação que envolveu 1.800 jornalistas de 356 redações, em 18 países, foi concluído.  O objetivo era comparar “culturas jornalísticas” e identificar as tendências dominantes por detrás das diferenças entre práticas do setor. Uma pergunta inquiriu sobre o grau de confiança, numa escala de 1 a 5, que os jornalistas atribuem a algumas instituições sociais. O resultado foi o seguinte: