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Mostrando postagens com o rótulo Política cultural

Coleção Cultura e Pensamento: chamada para artigos

Divulgo o lançamento da Coleção Cultura e Pensamento, que inicia com três livros, para os quais as chamadas de artigos estão abertas e dos quais tenho a honra de ser um dos organizadores. O três livros terão os seguintes temas: Volume I: Direitos Culturais Volume II: Políticas Culturais para as Cidades Volume III: Políticas para as Artes -   A Coleção será publicada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Caso alguém tenha interesse em submeter artigo, favor conectar o site  www.culturaepensamento.ufba.br. Originais podem ser encaminhados até 30 se setembro. Mais informações no site 

Roda de conversa sobre política cultural no Naea: hoje, às 15h

Quebrando a ordem da cultura oficial: a ocupação do Solar da Beira, o grupo Proa e outros.

A ocupação do Solar da Beira por artistas, durante 19 dias, foi uma das coisas mais importantes, do ponto de vista da mobilização social – e, portanto, da política – que aconteceram em Belém nos últimos anos. Pena que acabou. E pena que acabou desse modo: com uma ação judicial de “retomada” (sic) de posse amparada por uma ação policial. Não precisava de tanto. E esse “tanto”, que tanto pecou pelo excesso, apenas prova a inabilidade do poder público para realizar políticas sociais, em particular políticas culturais. O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, do PSDB, não precisava desses arroubos de autoritarismo: podia negociar, deixar a galera no Solar da Beira, fazer do limão uma limonada, como se diz. Mas a pulsão autoritária está no DNA do seu partido. No que tange às políticas culturais, esse DNA é nítido. O Pará padece há cinco governos com a falta de gestão de cultura do Governo do PSDB. Com o mesmo secretário, com as mesmas figuras, com a mesma arrogância elitista q...

Ministério da Cultura seleciona peritos para análise de projetos culturais

O Ministério da Cultura abriu processo de credenciamento de peritos para prestação dos serviços de análise e emissão de pareceres sobre produtos ou projetos culturais. Os interessados também terão de fazer análises documentais da execução e avaliação dos resultados obtidos quanto aos aspectos financeiro e fiscal. O contrato é de um ano, mas pode ser renovado por mais quatro vezes, chegando ao total de até cinco anos de prestação de serviços. Incrisções no site  http://www.cultura.gov.br/inscricao-pareceristas-2014 . 

A essência da política cultural de Paulo Chaves

No final de 2006 escrevi um texto intitulado “Os 10 pecados da política cultural do PSDB no Pará”. Nele, criticava a gestão Paulo Chaves, então completando 12 anos à frente da Secult. Acho oportuno republicá-lo, no calor provocado pelo movimento Chega! As esperanças daquele tempo eram muitas. As frustrações, no entanto, continuariam, a ponto mesmo de Paulo Chaves retornar à Secult. Para verem como as coisas demoram a mudar. Lamentavelmente, o texto continua atual.  Os 10 pecados da política cultural do PSDB no Pará Introdução O PSDB - não apenas no Pará, mas por índole nacional – se caracteriza, no campo cultural, por ser um partido que pensa a cultura de maneira não-antropológica, embora recorrentemente, nas suas cartilhas, mencione adotar um conceito antropológico de cultura nas suas ações. Suas ações culturais, na verdade, têm o escopo de uma casuística circunstancial, sendo composta por uma série de práticas fragmentadas, que se delineiam conforme a possibilidade de um...

Política cultural não é politicagem cultural

Uma declaração do secretário especial de promoção social do Governo do Pará, Alex Fiúza de Mello, a respeito do movimento Chega! – que reúne artistas paraenses num imenso protesto contra a política cultural do PSDB e à atitude elitista do secretário de cultura, Paulo Chaves Fernandes – provocou uma reflexão coletiva importante durante todo o dia de hoje. A declaração diz respeito à ideia de que o movimento é "manipulado por certas correntes políticas". A reflexão construída, nas redes sociais, é sobre o fato de que os artistas e produtores culturais paraenses não estão reunidos em torno de bandeiras partidárias, mas sim em torno de causas públicas relacionadas à cultura. Como disse antes, o movimento Chega! merece ser saudado como uma mobilização da sociedade civil em torno de causas políticas maiores, e não em torno de interesses eleitorais ou partidários. E isso faz toda a diferença. Penso que todas as políticas públicas possuem uma dimensão suprapartidária e com...

Mestres da cultura popular esquecidos

Sugiro a leitura da matéria publicada hoje na capa do caderno "Você", do Diário do Pará. Trata do tradicional descaso com que a política cultural do do Pará trata os "mestres" da cultura popular do estado. Por aqui . Não é apenas uma questão de "pouco reconhecimento". É pior que isso: é descaso e desinteresse. Ou seja: preconceito.

Política cultural e autoritarismo no Pará 7: A dimensão política maior do protesto dos artistas paraenses

O protesto dos artistas paraenses é maior do que seus objetos. Não é apenas contra o arcaísmo da política cultural do secretario Paulo Chaves. Eles protestam é contra a exclusão. Discutir política cultural é discutir bem mais do que a ação do Estado no campo cultural, é discutir o coletivo, com suas dúvidas. Política cultural é política no sentido mais amplo da palavra. Dizendo isso, me ocorre que alguns lugares do mundo podem ser salvos pela cultura. Não sei se é o caso deste tristíssimo Pará. Mas talvez seja.