Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Política Internacional China

Diplomacia de resultados 2

Embora a China seja o maior parceiro comercial do Brasil e tenha investimentos anunciados na casa de US$ 29 bilhões, a presidenta vê com preocupação o fato de 90% desses investimentos se concentrarem em mineração, energia e agricultura. Inquieta-se, também, com a compra de terras, de forma direta ou indireta, por empresas estrangeiras, como em Goiás e na Bahia, para produzir grãos que são vendidos à China. 

Diplomacia de resultados 1

Por que Dilma está na China? Porque o  Brasil quer que a China seja mais do que compradora de terras, soja e minérios do país. Quer fábricas e investimentos chineses. Segundo o Correio Braziliense, além do anúncio da encomenda de aviões à Embraer, Dilma está certa de que voltará da viagem com um contrato de US$ 200 milhões para que a indústria eletroeletrônica ZTE comece a se instalar em Hortolândia (SP).  Aliás, está prevista visita à fábrica ZTE, em Xian, seguida por reunião com  executivos da Huawei, empresa chinesa líder no mercado de banda larga fixa e móvel, e que atua no Brasil desde 1999, em parcerias com as principais operadoras de telefonia. Nesses dois encontros o tema será o  Plano Nacional de Banda Larga. O Brasil pretende atrair investidores para o PNBL. É nesse sentido que será assinado o acordo para  desenvolver linhas de transmissão de energia a longa distância, a ser assinado amanhã entre a  Eletrobrás e a State Grid, outra grande empresa...

Distorção

No momento em que a presidenta Dilma chega na China, vale à pena pensar nisto, publkicado um relatório do IPEA: “Pode-se afirmar que ao longo dos últimos 10 anos, para cada dólar que o Brasil adquire de suas exportações para China, 87 centavos vêm de produtos primários e de manufaturas intensivas em recursos naturais, sete dos produtos de média intensidade tecnológica e apenas 2 centavos das vendas de produtos de alta tecnologia”.

O tamanho do PIB das províncias chinesas

The Economist publicou um mapa comparando o PIB de províncias chinesas com o de países que ostentam valores equivalentes:

Como a China está vencendo o Brasil

Foi divulgada uma Sondagem Especial China, produzida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). É o primeiro levantamento abrangente sobre as implicações, para a economia brasileira, do avanço da China no comércio mundial.  A pesquisa mostra o quanto é grande a desvantagem da produção brasileira frente à chinesa.  As vantagens da China são os seguintes:  oferta abundante de mão-de-obra,  modelos de financiamento favoráveis,  mercado interno forte,  moeda desvalorizada.  Eis alguns dados do levantamento da CNI:  52% das empresas exportadoras brasileiras competem com a China no mercado externo;  dessas, 67% estão perdendo clientes;  a concorrência não se resume ao mercado externo: mais de 25% das empresas brasileiras já competem com chinesas no próprio mercado doméstico;  dessas, 45% perderam participação de mercado, especialmente entre pequenas e médias empresas;  entre as pequenas, a perda de mercado afetou 49% das...

China responde por metade dos investimentos globais em energias renováveis

Só no primeiro semestre de 2010, a China destinou 10 bilhões de dólares para projetos em renovação de recursos naturais. Isso responde por metade do que foi investido, em todo o planeta, nesse campo: 20,5 bilhões de dólares. Esse investimento garante a predominância chinesa no setor - 50% de todas as turbinas movidas por vento no mundo que começaram a operar este ano estão instaladas na China. Diante deste cenário de políticas reforçadas de energia limpa, é previsto um investimento acumulado potencial para a China na próxima década de 620 bilhões de dólares, volume que deverá cobrir a instalação de mais 375 GW de energia renovável.  Ao longo do ano de 2010, os chineses anunciaram investimentos bilionários em vários setores da economia brasileira. Compraram participações em mineradoras, se associaram à Petrobras na exploração do pré-sal, firmaram parcerias com plantadores de soja, entre outros. Mas só agora se deram conta dos problemas logísticos que terão pela frente na hora de ...

Números da China

Infográfico mostrando como a China mudou, nos últimos 60 anos. Criação de Nicholas Felton e Randy Krum para a publicação Fast Company  no ano passado, quando o país comemorou o 60o aniversário do regime atual.

Sobre a Google e a China

Algumas observações sobre o conflito entre a Google e o governo chinês. A Google Inc. não é uma empresa heróica, motivada por ideais juvenis. Por outro lado, a China também não é grande coisa em matéria de respeito às liberdades civis. Por isso nós, aqui, poderíamos, simplesmente, dizer que isso é briga de branco, e eles é que se entendam. Porém, não resistiremos à tentação de dizer algumas palavras a respeito dessa inesperada e surpreendente briga de cachorros grandes, não é mesmo? Algo a mais deve estar por trás disso. Senão, vejamos: Ato um - o governo chinês pratica uma censura sofisticada e implacável à internet. Ato dois – a Google Inc. ameaça deixar suas operações no país. Não pode ser simples assim. Não pode ser espontâneo assim. Não pode ser irascível assim. Essa gente não é espontânea, simplesmente porque o capitalismo não é espontâneo. O que indigna a Google Inc. não é, propriamente, o atentado aos direitos de privacidade, reserva e comunicação, mas a demonstração de que ess...