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Mostrando postagens com o rótulo Estradas e Ferrovias na Amazônia

Porto da Cargill, em Santarém, e o trem da Vale, em Marabá, só deixam o apito e a poeira.

Li no blog do Prof. Manuel Dutra: Porto da Cargill, em Santarém, e o trem da Vale, em Marabá, só deixam o apito e a poeira. O resto é ilusão Para a população da cidade de Santarém não deve haver muito a lamentar. Todos sabem  que um empreendimento com o Porto da Cargill funciona, para Santarém, assim como o trem da Vale funciona para Marabá: o trem deixa o apito e a fumaça; o navio da Cargill deixa o apito e a poeira da soja que se espalha na redondeza. Com o deslocamento do volume a ser exportado por outros portos, mesmo nas vizinhanças, a cidade só terá a ganhar. Segue aqui .

Ferrovia norte-sul

A ferrovia Norte-Sul já está funcionando, desde o final de 2009, no trecho entre Açailândia (MA) a Anápolis (GO). Antes de 2003 a ferrovia contava com 215 quilômetros de trilhos, ligando Açailândia (MA) a Aguiarnópolis (TO). Desse anos até hoje foram construidos mais 371 km , ligando Aguiarnópolis a Guaraí no Tocantins. Obras estão em execução no trecho de 978,5 km , entre Guaraí e Anápolis (GO). No PAC-2 será financiada a extensão de Anápolis até Estrela D’Oeste, no interior de São Paulo, mais 680 km , o que vai permitir a ligação com a malha ferroviária paulista e, consequentemente, com o porto de Santos. A ferrovia permite a ocupação econômica e social do cerrado brasileiro numa área de aproximadamente 1,8 milhão de km2 (21,84% da área territorial do país), onde vivem 15,51% da população brasileira.  A ferrovia fortalecendo a infra-estrutura de transporte necessária ao escoamento da produção agropecuária e agro-industrial do cerrado, uma área propícia para uma agricultura de ...

A ferrovia Oeste-Leste e como ela prejudica o Pará

Quem pensa o Pará ao longo prazo deve acompanhar, esta sexta-feira, o lançamento do edital da ferrovia Oeste-Leste, um investimento de R$ 6 bilhões que ligará o litoral baiano a Tocantins, em um trajeto de 1,5 mil km. É que essa ferrovia abre um corredor exportador que prejudica, potencialmente, o tangencial “corredor paraense” que teria suas pontas em Vila do Conde e, sobretudo, no sonhado terminal do Espadarte, em Curuçá. O oeste baiano tem aumentado sua produção de grãos. Por sua vez, novos projetos de mineração, com grandes investimentos, têm sido abertos no norte de Minas e, também, no oesta da Bahia. É o caso da mina de Caetité, da Bahia Mineração (Bamin), um projeto de US$ 1,6 bilhão, e a Steel do Brasil, US$ 5 bilhões, no norte de Minas Gerais. O primeiro trecho da ferrovia terá 536 km , e ligará o porto de Ilhéus a Caetité. Ficará pronto em 2012. Entre 2015 e 1016 deverá ficar completa a ferrovia, que ligará o porto de Ilhéus à ferrovia Norte-Sul. Em 2018, segundo estimativa d...

Sobre pelotas e trilhos

Um exemplo de como o Brasil tem dificuldade para agregar valor às suas commodities. Um exemplo que nos diz respeito a nós, paraenses. Já não exportamos somente minério de ferro. Já fazemos pelotas de ferro, como todos sabem. Pelotas agregam valor à produção, todos sabem. A China, dentre outros países, gostam de pelotas de ferro. Usam-nas para fabricar trilhos. Trilhos de ferro. Para fabricar uma tonelada de trilhos, a China compra algo entre 1,7 e 1,8 toneladas de pelotas de ferro. Essa venda rende algo entre US$ 136 e US$ 144. O Brasil, por sua vez, assim como gosta de vender pelotas, gosta de comprar trilhos. Trilhos fabricados na China com o ferro paraense. E paga, por eles, US$ 850 a tonelada. A distância entre o Maranhão e a China é de 16.500 km . Os navios levam pelotas e trazem trilhos, descarregam os trilhos e embarcam mais pelotas. Fazendo os descontos, paga-se algo como US$ 706 por tonelada de trilho. Damos uma sete toneladas de pelotas por uma tonelada de trilhos. Trilhos q...