Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Política de comunicação

Vícios e desafios do mercado da comunicação

O mercado da comunicação está se transformando rapidamente com a entrada em cena das teles e das redes sociais. Isso cria um jogo complexo, que muda as regras (e vícios) tradicionais e instala novos cenários e problemas. Interessante nota a respeito disso no blog do   Luis Nassif . Tomo a liberdade de sintetizar suas duas observações quando aos vícios do modelo de mercado tradicional e sua observação sobre um dos grandes problemas colocados pelos novos atores: Vício 1: O modelo de mercado da mídia, no Brasil, se funda num processo fraco de aferição de audiência: o IVC (Instituto Verificador de Circulação) para a mídia impressa e o IBOPE, para a mídia televisiva e radiofônica. Esse modelo exclui, simplesmente, os pequenos veículos, que não têm condições de bancar a filiação a um dos dois serviços. Vício 2: A prática de cartelização junto às agências de publicidade, por meio dos chamados BVs (Bônus de Veiculação) pelos quais os grandes grupos instituíam tabelas prog...

Governo Jatene tira do ar a Rádio Cultura OT

Leio o seguinte no blog Na Ilharga : A Rádio Cultura do Pará, Onda Tropical, primeira emissora da Funtelpa (Fundação Paraense de Rádio Difusão) está fora do ar novamente. A rádio foi inaugurada em 1977 e foi desativada durante o governo tucano de Almir Gabriel, em 1988 e ficou fora do ar durante 11 anos. Foi reativada em 2009 durante o governo Ana Júlia Carepa, com um investimento de R$1,8 milhão, com recursos próprios e uma parte financiada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Agora, novamente a rádio está fora do ar, sob alegação de “problemas técnicos”, na gestão de outro tucano, o governador Simão Jatene. O assunto exige atenção da sociedade civil e da classe política. Os tucanos tendem a considerar como ônus tudo o que exige dispêndio sem trazer bônus eleitoral. Se for verdade que a Cultura OT será tirada do ar - como já o foi, nas gestões anteriores do PSDB - haverá uma perda grande para o estado. É preciso defender a OT. ATUALIZAÇÃO - 09h10 do dia 24/03/2012: Pelo Twi...

Senado acabou de aprovar o Projeto 116, sobre a TV à cabo

O Senado aprovou agora há pouco o Projeto de Lei Complementar (PLC) 116, que unifica a legislação da TV por assinatura no Brasil, abre o mercado a cabo às operadoras de telefonia e cria cotas de conteúdo nacional na programação. O texto segue agora à sanção presidencial, mas a oposição promete questioná-lo no Supremo Tribunal Federal (STF). O principal motivo de discórdia é o poder de fiscalização dado pela lei à Agência Nacional do Cinema (Ancine) na área de produção, programação e empacotamento. A fiscalização da distribuição (operadora) ficará a cargo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A unificação da legislação estava em discussão há quase quatro anos no Congresso Nacional e foi alvo de grandes disputas entre os principais atores envolvidos. O poder de fiscalização da Ancine sempre foi um fator a atrapalhar as negociações e impedir um consenso. O governo comemorou a aprovação, por acreditar que a nova lei aumentará as condições de competição no mercado e permitirá ...

O momento difícil da BBC

Do Observatório da Imprensa : A BBC é a maior e mais antiga companhia pública de transmissão do mundo, além de estar entre as mais tradicionais instituições britânicas, comparável à família real. A corporação contribuiu, ao longo de décadas, com a cultura no Reino Unido, seja por seus programas na TV e no rádio ou pelo apoio a grandes eventos musicais. No jornalismo, também é vastamente respeitada em todo o mundo. Mas todo este prestígio não tem poupado a antiga "Beebs", como é carinhosamente chamada pelos britânicos, de duras críticas do governo e de emissoras rivais. No fim do ano passado, o primeiro ministro Cameron Brown fez piada com a rede pública ao notar que três correspondentes de três programas diferentes da BBC acompanhavam uma coletiva de imprensa sua em Bruxelas. "É bom ver que os gastos estão sendo controlados em todas as áreas", disparou o premiê. O governo de coalizão de Cameron, liderado pelos Conservadores, lançou um plano de austeridade financei...

Os retrocessos da política de comunicação do Pará

Os retrocessos da política de comunicação do Pará Marcos Urupá Em dezembro de 2009, o Brasil viveu um momento histórico: acontecia a primeira Conferência Nacional de Comunicação, capitaneada pelo Governo Federal. Demanda histórica da sociedade civil que defende a democratização da comunicação, e mesmo com suas atipicidades, a I Confecom foi um momento marcante, onde a comunicação ganhava relevância e ocupava de maneira institucionalizada as pautas políticas dos estados e do país. Quando foi anunciada pelo presidente Lula, durante o Fórum Social Mundial que aconteceu em janeiro de 2009 em Belém, todos da sociedade civil brasileira já aguardavam os comportamentos dos estados para a convocação das etapas estaduais. Em abril de 2009, saiu o decreto que convocava oficialmente a I Conferência Nacional de Comunicação, e colocava aos poderes executivos dos estados a convocação das etapas estaduais. É importante ressaltar que mesmo antes de Lula anunciar a Confecom durante o Fórum...

Jáder Barbalho revela-se dono de metade da TV e Rádio Tapajós, a retransmissora da Globo em Santarém

O blog do Jeso publicizou, inclusive com a revelação um documento, o que há vários anos se comenta: que Jáder Barbalho detém cerca de 50% do capital do Sistema Tapajós de Comunicação (STC), grupo de comunicação que repete a Rede Globo para todo o Baixo Amazonas, a partir de Santarém. Com a morte do patriarca Joaquim Pereira, no ano passado, em Belém, iniciou-se o processo de inventário, e o senador Jáder Barbalho apresentou, aos inventariantes, um documento que o diz sócio do grupo, desde 2001, com 50% do capital da empresa.  O Grupo Tapajós é um dos mais importantes grupos de comunicação do Pará.  Está avaliado em cerca de R$ 20 milhões. A morte de Joaquim Pereira lançou na disputa pelo controle acionário seus  6 filhos com d. Vera Pereira, também já falecida. Segundo o Jeso, no dia 29 de março último a diretora da empresa, uma das filhas de Joaquim Pereira, Vânia Maia, recebeu um representante de Jáder, ninguém menos que Luziel Guedes, Presidente do Imep (Instituto ...

Para discutir a publicidade de bebidas alcoólicas

O artigo abaixo, publicado hoje em O Globo, merece atenção:  Coragem para interferir  Paulo Pimenta   Passado o período do carnaval, os jornais brasileiros dividiram os destaques de suas páginas e editoriais entre os sambas-enredo vitoriosos e a situação de tragédia que se viu pelas estradas de nosso país. De hora em hora, a mídia atualizava o "placar" das vítimas, que aumentou em quase 50% em relação a 2010.  A alegria dos desfiles contrasta, todo ano, com a dor daqueles que, após a Quarta-Feira de Cinzas, estão de "ressaca" pela morte de seus familiares. "Estradas nunca mataram tanto como neste carnaval", trouxe a edição de 11 de março, do GLOBO. A seguir, as estatísticas: 4.165 colisões, 2.441 feridos e 213 mortes nas estradas federais.  Em 1996, o Parlamento aprovou lei que restringiu a publicidade de cigarro e de bebidas, como o uísque, a cachaça e outras. Entretanto, no texto do projeto, também estavam previstas restrições à propaganda da cervej...

O estranho convênio da Funtelpa com a TV Senado

A TV Cultura e a Rádio Cultura são emissoras públicas, e não estatais. Por essa razão soam temerárias as negociações para que ela passe a transmitir, no Pará, a TV e Rádio Senado, tal como foi divulgado ontem, pela imprensa.  Além disso, cabe considerar que a estrutura existente já é precária. Falou-se em "compartilhamento" da programação. Como fazê-lo sem afetar: a) o acordo com a Rede Brasil? b) a programação local? c) a precária estrutura de transmissão? d) as funções do corpo funcional? Quando, antes, governava o Pará, o PSDB firmou convênio com as ORM por meio do qual abria mão de seu direito de transmitir programação local e, ainda por cima, pagava por isso. Agora, procura firmar um convênio com a TV Senado que é no mínimo supreendente. Estranha mania de diminuir a Funtelpa... Bizarra compreensão da comunicação pública... Qual o interesse por trás desse convênio? Livrar-se de um problema? Diminuir as horas de programação da Rede Brasil?

Entrevista do ministro Paulo Bernardo ao Valor Econômico

O governo privatizou o Sistema Telebrás em 1998 e, desde então, o Ministério das Comunicações sofreu um certo esvaziamento. Agora, a presidente Dilma Rousseff acena com um fortalecimento do ministério. O que mudará nas Comunicações? Eu poderia fazer uma analogia com o que aconteceu com o Ministério de Minas e Energia, que passou pelas mesmas mudanças, na mesma época, um processo que envolveu as agências reguladoras. O governo Lula reafirmou a convicção de que é o governo que elabora as políticas públicas do setor. As agências regulam e fiscalizam o cumprimento da lei. Hoje, essa definição está mais clara na área de energia do que na área de comunicações. A principal encomenda da presidente Dilma é que nós façamos essa definição, apoiando políticas públicas, seja para radiodifusão, comunicação social, telecomunicações, banda larga ou para inclusão digital. Essas áreas estão avançando a passos acelerados no Brasil e a melhor ajuda que podemos dar é ter políticas que ajudem a ampliá-la...

Entrevista do ministro Paulo Bernardo ao Estado de S. Paulo

Quais serão suas prioridades?  A prioridade premente que é a discussão do Plano Geral de Metas de Universalização da telefonia que foi adiado de 1.º de janeiro para 2 de maio e prevê ampliação de acesso à banda larga.  Como fica a Telebrás nessa discussão de acesso à banda larga com preços populares?  Há uma parte que as empresas privadas vão fazer e outra que a Telebrás vai fazer. O presidente Lula falou, e a Dilma concorda, que o mercado deveria ter resolvido isso. A experiência mostrou que não. Então, estamos entrando para empurrar o setor. Mas as empresas têm obrigação de fornecer o serviço, elas são concessionárias, ganham dinheiro com serviço público. Elas têm corresponsabilidade. Querem o quê? Fornecer para a classe média que ganha R$ 10 mil por mês? E o povão do Morro do Alemão vai ficar sem serviço? A verdade é que o setor fez opção de oferecer o serviço caro para poucos. E a banda é meio larga, porque a Coreia está discutindo um acesso de 1 giga, enquanto nós...

Como está sendo usado o dinheiro do Fust, Funttel e Fistal

Via Folha de S. Paulo, texto de Elvira Lobato. O governo desviou R$ 43 bilhões da área de telecomunicações que deveriam custear a fiscalização do setor, o desenvolvimento de pesquisas e a oferta do serviço telefônico à população de baixa renda e em locais remotos. Segundo dados do próprio governo, desde 97 foram arrecadados R$ 48 bilhões em três fundos públicos do setor: Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações), Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) e Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações). Apenas R$ 4,9 bilhões (cerca de 10% do arrecadado) teve a destinação prevista, e 90% estão retidos no Tesouro Nacional para financiar as contas públicas. A cifra equivale à soma dos Orçamentos previstos para 2011 dos Estados de Maranhão, Pernambuco e Piauí. Segundo as companhias telefônicas, as taxas de contribuição para os fundos são repassadas ao consumidor, nos preços dos serviços. O Fistel é o maior dos três fundos. A pr...