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Mostrando postagens com o rótulo Governo Dilma

Sobre a greve mas universidades federais: a agenda da esquerda-útil

Iniciou hoje a greve, por tempo indeterminado, das universidades federais. As reivindicações são justas: reajusta linear de 27,3%, reestruturação da carreira e reversão dos cortes de 30% no orçamento da edução. Eu mesmo a acompanho, pois compreendo que faço parte de uma categoria – os professores das universidades públicas – que, legitimamente, em assembleia, decidiu pela greve. No entanto, não tenho como deixar de expressar minha opinião sobre essa greve: sou contra e penso que ela serve para atender à agenda da direita e da esquerda-útil, essa esquerda que, sem visão de conjuntura, se deixa levar por um pauta que, embora justa, constitui um instrumental despolitizado que favorece o golpismo e a crise institucional que, a termo, tende a reverter todas as conquistas que o ensino superior público alcançou durante os governos Lula e Dilma. Acredito que esta greve está a serviço de um movimento oportunista de oposição ao Governo Federal e que, no contexto político que o paí...

Dilma e os Poderes

No blog do Josias de Souza: "Dá gosto ver a figura de Dilma Rousseff postada ao lado dos manifestantes, ouvindo-os, apoiando-os. Dá gosto vê-la esforçando-se para que os outros Poderes da República e os demais entes da federação façam como ela e cumpram com suas respectivas obrigações".

Umas notas sobre o ano de 2013 para o governo Dilma

A pesquisa CNI/Ibope feita entre os dias 6 e 9 de dezembro, afirmou, mais uma vez, a boa aprovação do governo Dilma: 62% das pessoas o consideram “ótimo” ou “bom” e 78% aprovam seu trabalho. A presidenta chega à metade de seu mandato com índices de avaliação melhores que a de qualquer um de seus antecessores, no mesmo período. A mídia dominante explica essa situação de maneira simplista, por meio do bordão “É a economia, estúpido!” – ou equivalente. Se a economia vai bem, o governo vai sendo aprovado. Uma explicação que trai o preconceito conservador que considera que a avaliação política feita pelo “povão” é exclusivamente intuitiva e capaz de produzir raciocínios unidimensionais. As raízes dos altos índices de aprovação do governo são uma equação complexa. Não vou explorá-la, mas é preciso lembrar que ela é complexa e que se deve a bem mais que a conjuntura econômica. Levando isso em consideração, o prognóstico básico para 2013 é extremamente favorável para o...

Estrutura do discurso de Dilma

Alguns dados sobre os discursos feitos por Dilma em 2011: Dilma fez 189 discursos em 2011, uma média de 1 a cada dois dias. 25% menos que Lula em seu 1o ano e 13% menos que FHC em seu 1o ano. E depois dizem que mulher fala mais que homem... Nesses 189 discursos Dilma pronunciou 293 mil palavras. As 3 mais faladas foram Brasil, país e todos. Sim, você percebeu: Juntas, elas formam o slogan de Lula. Mas foi coincidência. Aliás, Lula foi citado 214 vezes por Dilma. E FHC apenas 6 - sempre de forma respeitosa. Dilma usa uma média de 25 palavras por frase. Seu léxico é formado por 15 mil palavras diferentes. O de Lula é menos rico: 12 mil. Dilma prefere a leitura que o improviso - ponto forte de Lula, como se sabe. Nisso, se aproxima de FHC. Lula iniciou 2.264 discursos, em seus 8 anos de governo, se dirigindo aos "companheiros e companheiras". No seu primeiro ano, Dilma usou a fórmula 103 vezes. Dilma costuma começar seus discursos com a fórmula “Queria saudar/cumprimentar...

Foto inédita mostra Dilma em interrogatório em 1970

Dilma na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. Ao fundo, os oficiais que a interrogavam sobre sua participação na luta armada escondem o rosto com a mão (Foto: Reprodução que consta no processo da Justiça Militar) A foto foi tirada em novembro de 1970, quando a hoje presidente da República tinha 22 anos. Após 22 dias de tortura, ela respondia a um interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro. Via blog do Noblat.

Tá na hora da Dilma resolver a questão da cultura. Está ficando cada vez pior.

O professor Giuseppe Cocco disse tudo - a respeito da péssima gestão atual do Ministério da Cultura - nesse artigo. A crise do MinC no governo Dilma: levar a sério a questão do valor Por Giuseppe Cocco,  na revista Global Brasil A restauração reacionária no Ministério da Cultura – MinC – do governo Dilma já foi amplamente comentada e o volume de críticas só faz crescer, sem determinar nenhum efeito nessa gestão desastrada, nem na postura do governo Dilma. Como foi possível essa virada tão inesperada? Podemos supor várias explicações: o lobby da indústria cultural “nacional” (que estava presente no evento da “cultura” em apoio à candidata depois do primeiro turno, no Teatro Oi-Casa Grande do Rio de Janeiro); alguns acordos internacionais sobre “propriedade intelectual”, eventualmente embutidos nos mega-eventos que o Brasil vai abrigar (a Copa Mundial de Futebol e as Olimpíadas em particular); o acaso da escolha da pessoa da Ministra por critérios de gênero e … sobrenome. C...

Anatonia dos últimos momentos de uma crise

1. O dia de ontem começou, em Brasília, com a reunião de Dilma com seu chefe de Gabinete, Giles Carriconde, e com o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Nessa reunião foi decidido passar uma mensagem a alguns aliados, dizendo que até o fim do dia o caso Palocci estaria decidido: ou ele ficava ou sai. De quebra, o ministro Luiz Sérgio poderia sair também, ao mesmo tempo - como, aliás, desejava Lula. Giles e Gilberto passaram a manhã cumprindo essa tarefa. 2.  Na noite de segunda-feira, depois que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, anunciou o arquivamento do pedido de investigação contra Palocci, o ex-ministro conversou com o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza. Falou também com o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves. Juntos, avaliaram que Palocci deveria ir ao Congresso. O ministro aceitou sob condições: que a oposição não apresentaria nem mais um requerimento para convocá-lo e não haveria CPI. 3.  Na hora do almoço, quando Dilma re...

Opinião do blog: Por que Palocci deveria sair

Confesso que estava esperando o pronunciamento de Palocci, desde o começo da crise, para poder formar minha opinião a respeito. A demora só serviu para confirmar o que todo petista que trabalha com comunicação sabe muito bem: que a demora em vir à imprensa e esclarecer as questões em aberto, sobre qualquer assunto com configuração política, é sintomática: representa um nó de poder. Um nó apertado. Quem devia desatá-lo atua para apertá-lo ainda mais. Os interesses são evidentes: agregar outras forças a esse esforço, obter apoio. Outras forças acorrem, umas para desatar um pouco esse nó (mas não muito) e outras para reforçá-lo. É um processo sintomático, mas natural de um fluxo de poder que tem muitos centros. O problema é que o poder é um fenômeno cuja materialidade exige certa centralidade... Na ausência dela, esse jogo de apertar e afrouxar vai crescendo, até o momento em que se chega ao “gambito de Damas invertido e recusado”. É uma metáfora do xadrez... Significa o chamamento da peç...

Ranking de repasses de diárias aos ministros

A polêmica em torno das diárias a mais recebidas (e devolvidas) pela ministra da cultura levaram o Portal da Transparência a publicar um ranking. Olhem só: Ranking de repasses de diárias Ministro Pasta Diárias 1 Ana de Hollanda Ministério da Cultura 26.508,81 2 Alexandre Padilha Ministério da Saúde 18.714,26 3 Ideli Salvatti Ministério da Pesca e Agricultura 17.988,51 4 Nélson Jobim Ministério da Defesa 12.009,95 5 Maria do Rosário Secretaria de Direitos Humanos 10.804,35 6 Aluísio Mercadante Ministério da Ciência e Tecnologia 9.396,49 7 Izabella Teixeira Ministério do Meio Ambiente 8.889,29 8 Fernando Bezerra Coelho Ministério da Integração Nacional 8.117,34 9 Fernando Pimentel Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior 7.625,29 10 Pedro Novais Lima Ministério do Turismo 7.356,11 11 Orlando Silva Ministério do Esporte 7.255,35 12 Afonso Bandeira Florence Ministério do Desenvolvimento Agrário 7.024,77 13 Fernando Haddad Ministério da Educação 6.063,67 ...