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Mostrando postagens com o rótulo Sociologia do Jornalismo

Para entender o espírito do Charlie Hebdo

Irreverente, vulgar, ácido, obsceno, sarcástico... Os adjetivos que podem descrever o Charlie Hebdo seguem nessa direção. O jornal, quanto a ele, segue uma tradição secular – nos dois sentidos da palavra – vigente na França deste a revolução de 1789: a do pasquim irreverente, anti-religioso, ateu, popular. Uma tradição que, na verdade, está na base política da sociedade francesa e que se assenta sobre o princípio da critica à religião. Essa filosofia política – a do “secularismo”, ou da “laicidade” – é o princípio fundador da República Francesa e está no bê-a-bá que todas as professoras pregam às crianças desde o maternal. Meu filho fez o maternal e os primeiros anos de escola lá e acompanhei essa história na minha vida quotidiana. A laicidade, que significa a radical separação entre Estado e Religião, é, na verdade, bem mais que isso: é o próprio motor da vida política, da concepção política de nação, na França.  Há toda uma longa história cultural, que não procura...

Nova edição da revista Pauta Geral

Foi publicada a segunda edição da revista científica Pauta Geral – estudos em Jornalismo , produzida pelo Programa de Mestrado em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).  Nesta edição, a revista traz sete artigos científicos assinados por 11 pesquisadores brasileiros e dois estrangeiros, além de uma entrevista com o professor e consultor Carlos Soria, da Universidad de Navarra (Espanha), que discute os rumos da profissão e os desafios da gestão jornalística.

Murdock falando sobre liberdade de imprensa

Kkkk.... Por acaso encontrei essa relíquia de cinismo: Murdock falando sobre liberdade de imprensa... em 1963: "I think the important thing is that there will be plenty of newspapers with plenty of different people controlling them so there is a variety of viewpoints and there's a choice for the public. This is the freedom of the press that is needed. Freedom of the press mustn't be one-sided, just for the publisher, so he can speak as he pleases and try and bully the comunity, there must be an alternative. As long as we have alternatives, I think the public's very well protected."

4º Simpósio de Ciberjornalismo

O  Grupo de Pesquisa em Ciberjornalismo da UFMS  abriu na última quarta-feira, 2 de julho, Chamada de Trabalhos para o  4º Simpósio de Ciberjornalismo . O evento acontece entre os dias 28 e 30 de agosto, no auditório do CCHS na  Universidade Federal de Mato Grosso do Sul  (UFMS). O 4º Simpósio de Ciberjornalismo terá a participação do jornalista espanhol Mário Tascon que trabalhou no jornal  El País , considerado referência internacional no jornalismo impresso, o tema de sua participação é “2020. Tendências Jornalísticas”; do jornalista, professor e pesquisador da  Universidade Ramón LLull  e articulista do jornal  La Vanguardia , Josep LLuís Micó que vai falar de pesquisa sobre o uso das redes sociais no La Vanguardia; do jornalista e diretor de tecnologia de El País, Gumersindo Lafuente que vai tratar sobre os “novos caminhos do Jornalismo”. Mais informacões aqui:  http://www.ciberjor.ufms.br/

Plataformas digitais mudam o jornalismo científico

Os jornalistas que trabalham com ciência e tecnologia devem estar atentos para o que circula nas mídias sociais. A  Nasa , por exemplo, não precisa (e não quer) mais ir atrás dos jornalistas para a divulgação de suas informações. Jason Townsend, o gerente de mídias sociais do órgão, revela que eles divulgam suas descobertas e atividades nesses espaços de comunicação, obrigando os jornalistas a se atentarem para isso. A visão de Jason demonstra que a agência espacial é o seu próprio meio de comunicação, estando presente no  Twitter ,  Facebook ,  Google+ ,  YouTube  e  Flickr . Essa abordagem foi enfatizada pela jornalista Taylor Miller em  matéria  recente para o  The Poynter Institute . No entanto, o exemplo pode ser encarado de modo mais amplo, refletindo como essas mídias sociais interferem (e até que ponto) nos modos clássicos de produção de notícia, na rotina do jornalista. Um dos aspectos ressaltados no texto é a função do jor...

O novo livro de Ignácio Ramonet sobre a crise dos jornais e do jornalismo

“Antes, os meios de comunicação vendiam informação. Agora, como a TF1 faz com a Coca Cola, vendem consumidores a seus anunciantes” . A frase está no livro de Ignacio Ramonet, "L’Explosion du journalisme. Des médias de masse à la masse des médias", publicado na última semana, na França. O livro analisa a mudança profunda do “ecossistema midiático” e o fim de uma grande parte da imprensa escrita. Para saber mais, sugiro a leitura desta e desta matérias da Carta Maior a respeito.

Divulgado manifesto em defesa de Lúcio Flávio Pinto

O artigo " Rede Somos Todos Lúcio Flávio Pinto: Rebeldia e ativismo político amazônico na web", da professor Célia Trindade Amorim, da Faculdade de Comunicação da UFPA, apresentado no congresso nacional de História da Mídia, em junho, gerou o seguinte manifesto: MANIFESTO EM DEFESA DO JORNALISTA LÚCIO FLÁVIO PINTO   Os pesquisadores e pesquisadoras do Grupo de Trabalho de História da Mídia Alternativa da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar), reunidos no 9º Encontro Nacional de História da Mídia, em Ouro Preto (MG), vêm a público manifestar seu repúdio e indignação contra as perseguições sofridas pelo jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal. Reconhecido no Brasil e no exterior pela excelência do trabalho jornalístico que realiza há mais de 40 anos, e com o qual ajuda na compreensão das complexidades sociais, políticas e econômicas da região amazônica, Lúcio é alvo de seguidos processos na Justiça do Pará, a maioria...

Um crítica lúcida ao "jornalista" Arnaldo Jabor e à sua pequeneza

A apropriação da imagem de Ruy Mesquita, um conservador "maior", pelos pequenos conservadores da Globo e do Grupo Abril

Como em quase todos os dias, comecei minha jornada acompanhando os jornais e noticiários pela internet. Vendo de longe do país, fiquei espantado em ver como a notícia da morte de Ruy Mesquita, il capo do Estadão foi manipulada, pela Globo, Abril, Band, Folha e a pela maioria dos grandes veículos da imprensa brasileira no sentido de mitificar, por meio da sua figura, um punhado de valores conservadores que andam servindo para mascarar o cinismo do patrimonialismo dessa gente. Uma coisa são os “valores conservadores”, de gente como Ruy Mesquita, inclusive. Outra coisa, bem diferente, é o patrimonialismo cínico da maior parte das elites brasileiras. Ruy Mesquita era um conservador, um membro autêntico das elites paulistas, sim. Mas era um homem com valores éticos, com bom senso. Há múltiplos depoimentos de jornalistas corretos e, sobretudo, de jornalistas corretos de esquerda, nesse sentido. Isso é uma coisa bem diferente desse tipo de apropriação da sua imagem que a Globo e o gru...

Os 100 jornalistas mais notáveis nos EUA de todos os tempos

Para comemorar o centenário do seu curso de jornalismo, a  New York University  divulgou uma lista dos  100 jornalistas mais notáveis  nos EUA nos últimos 100 anos. Os jornalistas homenageados foram selecionados por professores e alunos da universidade a partir de mais de 300 profissionais indicados.  A lista completa da  New York University  está no endereço: http://journalism.nyu.edu/the-100-outstanding-journalists-in-the-united-states-in-the-last-100-years/ Reproduzo comentário de José Antônio Orlando comentando algumas das escolhas .  Entre os nomes escolhidos estão: ** Os jornalistas  Bob Woodward  e  Carl Bernstein , que eram jovens repórteres do  Washington Post no início da década de 70 quando ajudaram a expor o escândalo Watergate, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon. O escândalo deu origem ao filme  Todos os Homens do Presidente (1976), de Alan J. Pakula, com Dustin Hoffman e Rob...