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Mostrando postagens de dezembro, 2016

Natal de 74

Ano passado contei a respeito dos incidentes que marcaram o Natal de 1973 e, como deixei em aberto a possibilidade, retorno para contar como se passou a Natal de 1974 na minha casa. Um Natal famoso, dentre os demais, porque por muitos anos, em minha casa, se continuou a comentar a sequência de incidentes que, nele, tiveram lugar. Mas lembrado, igualmente, porque foi o primeiro Natal de dois eventos maiores: o primeiro Natal neste mundo do meu irmão Rodrigo, nascido em junho daquele ano e o primeiro Natal em que passamos na casa do Lago Azul, onde passáramos a habitar havia alguns meses. Há muito a dizer sobre o Lago Azul, mas não o farei aqui para não misturar as histórias, mas é preciso dizer que, naquele tempo, era um lugar muito distante da cidade, com poucas casas (apenas três à beira do lago, uma das quais a nossa) e, a bem dizer, uma floresta – no sentido mais amplo da palavra: com bichos, cobra (cobra que é um bicho mais que outros bichos), mata e chuvas torrenciais. Chegar a

Debate: "O Brasil e o Futuro da Esquerda"

Convido a todos para o debate "O Brasil e o Futuro da Esquerda", promovido pelo Instituto Ernest Mandel, que ocorre amanhã, quarta-feira, às 18h30, no Sindicato dos Bancários. Terei a honra de coordenar a mesa, que reúne ideias e pessoas instigantes em mais uma reflexão sobre a conjuntura da vida brasileira.

Política em Debate: Faculdade de Comunicação e Programa de Pós-graduação em Comunicação retomam as atividades avaliando a conjuntura política

Da crise ao conluio

Com uma rapidez extraordinária passamos da manchete “crise entre os poderes” para a manchete “conluio entre os poderes”. Simples assim: Renan tira do regime de urgência o projeto de abuso de autoridade e é mantido na presidência do Senado, podendo tocar a PEC 55 e as demais pautas daquilo que, para mim, só tem um nome: “agenda americana”. Essa desfaçatez constitui uma das maiores negociatas da história do Brasil e encerra uma das grandes questões do imaginário político nacional: no final, todos lucupletaram-se. Não dá nem para qualificar o estado das coisas no Brasil. Às vezes acho que só me resta acreditar nas virtudes do exemplo da má experiência. O único fato que realmente me tranquiliza é o de que a ambição dessa corja de juízes, políticos e empresas de comunicação anda tão descompensada que, porfim, pode ser torna evidente, para quem ainda não compreender, o seu caráter e a sua aliança. Mas… será que a multidão inebriada e letárgica (sim, é contraditória a união dessas palavras

Roda de conversa sobre política cultural no Naea: hoje, às 15h