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Mostrando postagens com o rótulo Política Agrária

Umas palavras sobre o I Seminário “Dinâmica Agrária e Desenvolvimento Sustentável”, que aconteceu na semana passada

Na semana passada participei do  I Seminário “Dinâmica Agrária e Desenvolvimento Sustentável”, o rganizado pelo Dadesa, o  Grupo de Pesquisa Dinâmica Agrária e Desenvolvimento Sustentável (Dadesa), do Núcleo de Altos Estudos da Amazônia (Naea/UFPA),  em torno do lançamento simultâneo, de seis livros do prof. Dr. Francisco de Assis Costa, seu coordenador.  O evento foi pouco acompanhado pela sociedade local, pela inteligência local, pela UFPA em geral mas constituiu, certamente, um dos eventos científicos mais importantes dos últimos anos, e talvez de anos futuros, em toda a Amazônia. Explico: os seis livros lançados reúnem material anterior e inédito do prof. Francisco Costa, um material com potencial revolucionário, para quem estuda a Amazônia e, talvez mais além, para quem estuda o agrário, em geral. É que o Chiquito – apelido franqueado não só aos amigos, mas para todos os seus leitores – com sua obra, elabora uma matriz teórica nova, orig...

Hoje em Marabá: Expansão do Capital, Movimento Social e Luta Contra-Hegemônica na Amazônia

O curso de especialização em "Educação do Campo, Agroecologia e Questão Agrária na Amazônia" do Campus de Marabá / UFPA terá início no próximo dia 10 de maio (3a feira), às 08:00h, com um seminário inaugural no auditório do Campus I da UFPA em Marabá. O seminário é aberto a todos os interessados e tratará do tema geral do curso, enfocando dois tópicos principais: (i) a expansão do capital na Amazônia e suas consequências para a questão agrária, questão ambiental e produção de conhecimento na região e (ii) as lutas de resistência camponesa e as pespectivas de construção de projetos alternativos de desenvolvimento. Via Contraponto e Reflexão .

Mais sobre a Vale: a aquisição da Biopalma

Comentei aqui, há dois dias, a notícia de que a Vale adquiriu as ilhas onde, no futuro, poderá ser instalado o porto do Espadarte. Observei que é uma notícia de impacto, pela magnitude que a empresa passa a ter na economia paraense. Há um acrescimo a fazer, embora não sobre o Espadarte. O fato de que a Vale, na mesma semana em que anunciou a aquisição das ilhas, também anunciou que comprou, por US$ 173,5 milhões, 70% e, portanto, o controle, da Biopalma da Amazônia SA, uma mega empresa de produção de oleo de palma, materia-prima para a produção de biodísel. A Biopalma começa a produzir oleo de palma este ano, com financiamento do Pronaf Dendê do Banco da Amazônia. Em 2019, quando a lavoura alcançar a maturidade, deverá atingir uma produção de 500 mil toneladas. O interesse da Vale é o consumo próprio, pois usa biodísel para mover suas locomotivas e outros equipamentos de grande porte. Na verdade, para ser preciso, o combustível que a Vale usa é o B-20, que tem 20% de biodísel e ...

Conab prevê projeta safra recorde de 153 milhões de toneladas de grãos

Notícia debatida ontem: mais uma vez safra récorde em 2011. Desta vez, a previsão envolve as culturas do algodão, feijão, soja e arroz. Motivos: menor influência do fenômeno La Ninã sobre essas culturas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetava uma colheita de 153 milhões de toneladas de grãos na safra 2010/2011. Segundo a estatal, a má distribuição das chuvas foi menos prejudicial do que o esperado. Isso representaria um aumento de 2,6%, ou 3,8 milhões de toneladas, em relação ao ciclo passado, de 149,2 milhões de toneladas.  A área plantada deve crescer 3,1%, abrangendo 48,8 milhões de hectares. Os principais destaques em aumento de área cultivada são as culturas de algodão (56,1%), feijão primeira e segunda safras (8,4%), soja (2,8%) e arroz (2,5%), contribuindo muito para o aumento da produção. O quinto levantamento da safra de grãos 2010/2011 foi realizado entre os dias 16 e 21 de janeiro por 58 técnicos da Conab. Eles colheram informações com representantes...

Parece que é preciso mudar a política de assentamentos rurais

Dados, coletados no final do ano passado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e apresentados durante a reunião ministerial que debateu as propostas do governo Dilma para a erradicação da miséria revelam que 38% do total de 924 mil famílias já instaladas em assentamentos da reforma agrária não conseguem obter com seu trabalho sequer um salário mínimo por mês.  Esses números colocam em cheque o modelo de reforma agrária do governo. Ao menos, indicam a necessidade de particularizar o modelo conforme o espaço geográfico onde estão os assentamentos. É que a pesquisa também indica que a pobreza se concentra de maneira dramática nas regiões Norte e Nordeste: do total de 38% de famílias em condições de pobreza nos assentamentos, 95% se encontram nessas duas regiões. A dúvida é: vale a pena investir em novos assentamentos, tal como reivindicam os movimentos de sem-terra e defendem especialistas do Desenvolvimento Agrário? Obviamente é preciso encontrar modelos...

Todos os dias o povo come veneno

Reproduzo artigo de João Pedro Stedile, integrante da coordenação nacional do MST, publicado no sítio da Adital: Todos os dias o povo come veneno    João Pedro Stedile O Brasil se transformou desde 2007, no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. E na ultima safra as empresas produtoras venderam nada menos do que um bilhão de litros de venenos agrícolas. Isso representa uma media anual de 6 litros por pessoa ou 150 litros por hectare cultivado. Uma vergonha. Um indicador incomparável com a situação de nenhum outro país ou agricultura.  Há um oligopólio de produção por parte de algumas empresas transnacionais que controlam toda a produção e estimulam seu uso, como a Bayer, a Basf, Syngenta, Monsanto, Du Pont, Shell química etc. O Brasil possui a terceira maior frota mundial de aviões de pulverização agrícola. Somente esse ano foram treinados 716 novos pilotos. E a pulverização aérea é a mais contaminadora e comprometedora para toda a população. Há diversos produtos ...

Cargill é a segunda maior empresa do agronegócio brasileiro

A Cargill, empresa proprietária do malfadado porto que instalou em Santarém, aparece na revista Exame Melhores e Maiores, desta semana, com a segunda, dentre as 10 maiores empresas de agronegócio do Brasil. Juntas, essas 10 empresas faturaram mais de US$ 56 bilhões no ano passado. Em primeiro lugar aparece a Bunge Alimentos. A Cargill apresentou vendas de 8,406 bilhões de dólares em 2009, uma cifra que representa uma queda de 3,3% sobre o ano anterior. 68,6% das suas vendas são para o exterior e entre seus produtos estão a marca de óleo Liza, a de azeita Maria, e a de maionese Gourmet. Depois da Cargill, em ordem descrescente, aparecem a Souza Cruz, a Sadia (hoje associada à Perdigão na Brasil Foods), a Brasil Foods, a Unilever, a Copersucar, a JBS (frigorifico de carne bovina), a Nestlé e a ADM. Mais aqui .

Relatório da FAO destaca avanços do Brasil no combate à fome

O Brasil é um dos quatro países citados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como destaque na diminuição da fome. É o que aponta o relatório Caminhos para o Sucesso, divulgado na quarta-feira (11) pelo órgão. (...) O estudo destaca o progresso feito por 16 dos 79 países monitorados pela FAO no combate à fome. O Brasil, a Armênia, Nigéria e o Vietnã são exemplificados como casos de sucesso por terem que conseguidos ou perto de atingir a meta de redução da fome em 50% até 2015. Segundo o relatório, esses países têm quatro pontos em comum que ajudaram na diminuição do problema: a criação de um ambiente para promover o crescimento econômico e o bem-estar social, os investimentos na população rural e nos grupos sociais mais vulneráveis, a garantia de que os avanços se mantenham e o planejamento de um futuro sustentável. A FAO cita o programa Fome Zero como um exemplo de estratégia para atingir os grupos mais vulneráveis e a populaçã...

ZEE da cana vai sair 2

Aliás, foi mais ou menos esse o movimento realizado pela extração seringueira, no ciclo do látex, no Pará: a coleta da borracha ocupou a mão de obra e o capital de investimento de tal maneira que outras culturas, como a cana, o cacau e outras atividades extrativas foram anuladas. Quando acabou a borracha, ou melhor, quando perdemos o monopólio da produção, o Pará tinha um atraso econômico imenso, ao custo de ter substituído toda a sua cultura econômica tradicional. É isso que pode acontecer, além, obviamente, de um desastre ecológico imensurável, e daí a importância do ZEE, que é um ponto de partida jurídico para a regulação e para o controle.

ZEE da cana vai sair

Dentro de mais alguns dias se vai conhecer o projeto de ZEE (zoneameto econômico e ecológico) para a cultura da cana de açúcar, no Brasil. A expectativa é muito grande, porque a queda de braços entre ruralistas e o bom senso está a mil. O motivo é apaixonante: abrir ou não os biomas amazônico e do cerrado para o cultivo da cana e, assim, para a produção de etanol? Ruralistas, sob a liderança do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi e da pretensiosa senadora Kátia Abreu (DEM-TO) pretendem disponibilizar o máximo possível de terras desses biomas à cultura da cana. O bom senso, por sua vez, repudia o plantio da cana na Amazônia Legal e no Pantanal e reduz a área explorável no cerrado. Outro fato que pesa na queda de braços é a negociação do Brasil com os Estados Unidos a respeito de um acordo redução das sobretarifas impostas ao álcool brasileiro. Ao que tudo indica, essa negociação tende a ser muito exitosa para o Brasil. Se a taxação extra ao álcool brasileiro for retirada vai explo...