Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Sociologia e Políticas da Cultura

Políticas culturais para as cidades

Foi lançado pela Fundação Perseu Abramo o livro "Políticas culturais para as cidades", organizado por mim, pela Renata Rocha (da UFBA) e pelo Luiz Augusto Rodrigues (da UFF). O livro lida com a complexidade que é pensar esses dois campos: as políticas culturais e as cidades. Os 10 capítulos do livro tratam tanto de políticas locais setoriais quanto da observância reflexiva de políticas nacionais em suas interações federativas. Abordam impactos culturais da produção de espaços contemporâneos regidos pela lógica do empresariamento urbano que tende a gentrificar os territórios impactados por mega-eventos e/ou produzidos prioritariamente pela lógica da atratividade turística. Políticas municipais e a política nacional de cultura são objetos aqui analisados, em especial quanto a desdobramentos territoriais. Pensar as cidades e as políticas culturais que lhes impactam, e também pensar as culturas e as políticas urbanas que lhes tensionam, ora potencializando-as, ora as inib...

Celso Furtado: a dimensão cultural do desenvolvimento

No próximo dia 25 de novembro, sexta-feira, de 14h às 18h30, o Centro Celso Furtado organiza a mesa-redonda "Celso Furtado: a dimensão cultural do desenvolvimento". A mesa inaugura um projeto que visa retomar a leitura das obras de Celso indo além da economia e englobando, mais especificamente, seu pensamento e suas reflexões sobre a cultura.  O PROGRAMA: 14h-16h: História, cultura e criatividade A atualidade da crítica de Furtado à modernização | Plinio de Arruda Sampaio Jr, Unicamp História e cultura em Celso Furtado | João Antonio de Paula, Cedeplar, UFMG Da dependência tecnológica à cultura da dependência | Bruno Borja, UFRJ > 16h30-18h30: Cultura, Direito e Inovação Direito e subdesenvolvimento: o desafio furtadiano | Gilberto Bercovici, USP Inovação em Celso Furtado | Eduardo Motta e Albuquerque, Cedeplar, UFMG O conceito de cultura em Celso Furtado | Cesar Bolaño, UFS Coordenador: Cesar Bolaño Mediadores: Rosa Freire d’Aguiar (Centro Celso Furtado) e Arturo Guil...

III Encontro de Estudos Culturais

XVI Ciclo de estudos sobre o imaginário

O XV Ciclo de Estudos sobre o Imaginário, realizado em 2008, tratou do "imaginário do envolvimento/desenvolvimento": conferências e debates mostraram, nas diversas dimensões da organização social, em diversas culturas, a presença e a importância do segredo. O XVI Ciclo pretende então se debruçar sobre o tema. Tema objeto de interesse de vários autores e estudiosos como Simmel e Bachelard entre outros. Em seu livro O imaginário do segredo (1998), Pierre Brunel diz que « o próprio do segredo é que ele dá a imaginar." Já Michel Maffesoli, em entrevista publicada, considera que "apocalipse significa 'cobrir, envolver, esconder' e também 'descobrir, desvelar'. É pois preciso entendê-lo como aquilo que revela o escondido, o que torna aparente o segredo", sendo que "a época espera seu próprio apocalipse, isto é, ser revelada a si-mesma": trata-se então de revelar a si mesma a pós-modernidade. Muniz Sodré aborda, em relação ao poder político, ...

Cultura: mercadoria ou bem comum?

Via Agência  Carta Maior , reproduzo artigo de Emir Sader: Cultura: mercadoria ou bem comum? Emir Sader Todo o programa neoliberal, assim como o diagnóstico que levou a ele, pode ser sintetizado em um ponto: desregulamentar. O diagnóstico de por que a economia tinha parado de crescer, depois do ciclo mais longo de expansão capitalista no segundo pos-guerra, se centrou no suposto excesso de regulamentação. O capital se sentiria inibido para investir, por estar cerceado por excesso de normas, leis, políticas, que bloqueariam a “livre circulação do capital”.  Chegado ao governo, o neoliberalismo se pôs a privatizar patrimônio público, a diminuir o tamanho do Estado, a abrir as economias nacionais ao mercado internacional, a “flexibilizar” as relações de trabalho, entre tantas outras medidas padrão codificadas no chamado Consenso de Washington e colocadas em prática por governos às vezes com origens ideológicas distintas, mas todos rendidos ao “pensamento único”. Todas elas sã...

Anais da XXVII reunião brasileira de antropologia

Os anais da 27ª Reunião Brasileira de Antropologia, que aconteceu de 1 a 4 de agosto de 2010 em Belém do Pará (UFPA) estão disponíveis nos links abaixo. A ABA chama de CD virtual mas nem todos os artigos foram disponibilizados (em alguns casos há apenas o resumo) e é preciso ir à página oficial para baixar qualquer artigo ou resume que se deseja, um a um. Como há a idéia de CD virtual imaginamos um conjunto de artigos que podem ser baixados de uma só vez. Infelizmente a ABA não fez isso possível, então acesse os links abaixo e procure as atividades de seu interesse: 1. Livro digital com a programação completa do evento 2. Acesso aos artigos e resumos: clicar aqui , e acesse o menu “Atividades” Via Antropologia

3 artigos sobre Harold Garfinkel para baixar

Após a morte do sociólogo  Harold Garfinkel, comentada aqui no blog , o   selo editorial  SAGE Sociology  anunciou o acceso gratuito a três artigos sobre o grande etnometodólogo. Para quem se interessa, seguem os links abaixo: Anne Warfield Rawls,  Garfinkel’s Conception of Time ,  Time & Society , September 2005; vol. 14, 2-3: pp. 163-190. Anne Warfield Rawls,  Harold Garfinkel, Ethnomethodology and Workplace Studies ,  Organization Studies , May 2008; vol. 29, 5: pp. 701-732. Rod Watson,  Constitutive Practices & Garfinkel’s Notion of Trust: Revisited ,  Journal of Classical Sociology , November 2009; vol. 9, 4: pp. 475-499

Uma entrevista de Eduardo Viveiros de Castro

O etnólogo do Museu Nacional explica, nesta entrevista, o que distingue, para Lévi-Strauss, o pensamento em estado selvagem do pensamento científico. Por Carolina Cantarino e Rodrigo Cunha, via Epifenômenos . Etnólogo americanista, com experiência de pesquisa na Amazônia, professor e pesquisador do Museu Nacional, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, Eduardo Viveiros de Castro referiu-se recentemente a Lévi-Strauss, no último encontro da Associação Nacional de Pós-graduação em Ciências Sociais (Anpocs), como autor de uma obra de incrível versatilidade. Nesta entrevista, ele explica a abordagem de Lévi-Strauss sobre a distinção entre Natureza e Cultura, entre o pensamento selvagem e o científico, fala da universalidade do etnocentrismo, da importância do corpo para as culturas ameríndias e das relações entre mito, ciência e arte para Lévi-Strauss. Em artigo publicado na revista Mana, o senhor afirma que a diferenciação entre Natureza e Cultura é, para Lévi-Str...

Morreu Garfinkel, pai da etnometodologia

Morreu Harold Garfinkel (1917-2011), célebre etnometodólogo norte-americano e criador desse método, uma das mais importantes escolas do campo das sociologias compreensivas e fenomenológicas.  As fontes fundamentais do seu pensamento foram Talcott Parsons, Alfred Schutz, Aron Gurwitsch e Edmund Husserl. Seu livro clássico, “ Estudos em Etnometodologia”, publicado em 1967, é uma das mais importantes obras do campo das ciências sociais no século XX. Conta a lenda que a palavra etnometodologia surgiu no curso de sua investigação etnográfica sobre jurados de tribunal: pesquisando no arquivo da Universidade de Yale, percebeu que havia seções de etnobotânica, etnopsicologia e de etnofísica, mas não de etnometodologia – que, por sinal, cabia como uma luva para o padrão de investigações que vinha desenvolvendo. Garfinkel assim define o termo:  "Os estudos etnometodológicos analizam as atividades cotidianas como métodos que seus membros usam para fazer com que essas atividades ...

Dalcídio Jurandir e o descaso político para com a memória da literatura amazônica

Reproduzo texto de Paqulo Nunes,. originalmente publicado no blog Holofote Virtual. Para se ver como como os jogos políticos traem a memória cultural do estado: Há dois anos coordenadores da Assembléia de Deus vem tentando obter homenagem estampada em via pública pelo centário da instituição a ser festejado no mês de junho. Como se pode ler neste link aqui , eles tinham duas alternativas a propor ao poder público. Num atentado à memória da cultura paraense, venceu a pior.   A primeira ideia foi propor a abertura de uma "rua passando por dentro do terreno do Templo Central, ligando a avenida Governador José Malcher à rua João Balbi, no centro de Belém". A segunda era iniciar "articulação para a mudança do nome da avenida Dalcídio Jurandir, às proximidades da avenida Independência, para avenida Centenário". A segunda opção pelo visto foi a mais fácil de ser conquistada.   No dia 08 de abril, o escritor e jornalista Alfredo Garcia deu o alerta em seu blog Página Nua...

Do borboletário ao aquário...

Do blog do Vicente Cidade : A edição de domingo do Diário traz uma matéria que é preciso registrar para futuras comparações e, principalmente, constatações. Diz a "frutica" na página 03 do primeiro caderno que o governo construirá um AQUÁRIO PÚBLICO lá no Parque do Utinga, uma espécie de "outro Mangal". Ok. O que há de incomum nisso?  1) O que tem haver a construção de um Aquário Público com a SECULT ? Sim claro, é mais um projeto do Paulo Chaves e é por isso que vem o segundo e mais importante registro; 2) Segundo a matéia o custo de construção do espaço está orçado em R$ 6 milhões, vou colocar por extenso, SEIS MILHÕES DE REAIS. Pois é, agora imaginem se uma obra do Paulo Chaves vai gastar "módicos" seis milhões? vocês devem lembrar, da última vez que uma obra do PC foi orçada inicialmente em R$ 6 Mi, ela acabou custando R$ 30 Milhões no final, no caso, a Estação das Docas; 3) Na tal "Mínima Agenda" do Jatene, tá lá previsto R$ 100 milhões...

Sobre a globalização

Reproduzo entrevista concedida por DANI RODRIK, professor da Univ. Havard, à revista Época e publicada na semana passada. A entrevista discute o tema da globalização. O economista Dani Rodrik, professor da Universidade Harvard, é um crítico implacável do processo de globalização econômica, centrado na abertura comercial e financeira. Em seu novo livro, The globalization paradox: democracy and the future of the world economy (O paradoxo da globalização: democracia e o futuro da economia mundial), recém-lançado nos Estados Unidos, ele diz que a ditadura dos mercados foi longe demais e representa uma ameaça à democracia e à soberania das nações. Segundo Rodrik, os países que se deram melhor na globalização não foram aqueles que abriram de forma indiscriminada suas fronteiras, mas os que se integraram de forma gradual na economia mundial e adotaram políticas comerciais e industriais para desenvolver e diversificar suas economias. QUEM É Economista de 53 anos, nascido na Turquia e...

Museological Review

Já se encontra disponível mais uma edição da “Museological Review” (n.º 15, 2011). Para quem não conhece é um jornal online editado pelos estudantes de PhD do departamento de museum studies da universidade de Leicester (Inglaterra). Apresenta sobretudo os resultados da investigação desenvolvida pelos estudantes desta universidade, mas também inclui artigos de académicos como Eiliean Hooper-Greenhill, Susan Pearce, entre outros. A revista existe desde 1994. Pretende ser anual, mas tem tido uma cadência irregular. Quase todos os números estão disponíveis aqui . Alguns dos textos apresentados no simpósio ‘Materiality and Intangibility’, que decorreu em Leicester em 2009 estão incluídos neste número. No geral os artigos são diversos e refletem a interdisciplinaridade da museologia atual. Conteúdos: Professor Susan Pearce  Foreword: Materiality and Intangibility: Contested Zones Jenniefer Gadsby  The Effect of Encouraging Emotional Value in Museum Experiences Magnus Gestsson an...

II Seminário Internacional sobre Políticas Culturais

O museu vai à prisão, ao asilo, ao hospital e ao orfanato...

O lugar é improvável: um longo e alto muro de concreto, no patio de uma prisão. Lá, estão pendurados 10 grandes quadros, 10 pinturas de grandes mestres. Dentre eles, La Diseuse de bonne aventure, de Caravaggio, e La Madeleine à la veilleuse, de De La Tour. Os expectadores são, também eles, improváveis: 230 detentos, dos quais 80 % condenados a penas de mais de vinte anos de reclusão.  O programa chama-se "Au-delà des murs" (For a dos muros). É um projeto instigante desenvolvido pelo Museu do Louvre: levar grandes obras para dentro das prisões francesas. O próprios detentos escolhem, por votação, que obra desejam ver.  O projeto também está chegando a asilos, orfanatos, hospitais e a outros dos chamados “públicos impedidos”.  A exposição em questão foi inagurada no dia 26 de janeiro, na prisão central de Poissy.

Uma nota de leitura sobre Michel Foucault

Via site Trezentos, a seguinte nota, de Marcio L. M., sobre as publicações de Michel Foucault: Em 1994, dez anos após a morte do escritor francês Michel Foucault (1926-1984), a editoraGallimard lançou uma coletânea de quatro volumes intitulada Dits et Écrits. Os volumes compilam gigantesco material bibliográfico, recolhido por interlocutores próximos ao filósofo (Daniel Defert, Jacques Lagrange e François Ewald) e cuidadosamente editado.  Os textos compreendem artigos, manifestos, conferências e entrevistas televisivas ou radiofônicas, realizados entre 1954 (ano da publicação dos primeiros textos) e 1984. Eles compoem com os livros já publicados um rico material de pesquisa, importante para diversas “áreas” (filosofia, economia, história, medicina, biologia, demografia, ciências humanas, etc.). Material cujos resultados e efeitos ainda não foram inteiramente discutidos.  Ewald, Defert e Lagrange manifestam os critérios editorais em uma pequena apresentação. Primeiramente, res...

Morreu Daniel Bell, pensador central da pós-modernidade conservadora

Morreu em Massachussets, aos 91 anos, um pensador instigante da sociedade contemporânea. Daniel Bell, era professor emérito de Ciências Sociais da Universidade de Harvard. Seus três livros mais conhecidos são "O Fim da Ideologia", " The Coming of Post-Industrial Society,'' e "As Contradições Culturais do Capitalismo''. Em uma entrevista concedida em 1992 ao jornal The Globe, Bell atribuiu sua exuberância intelectual singular à sua juventude na época da Grande Depressão, Nova York: "Eu cresci no Lower East Side. . . e sempre tive curiosidade, por que eu estava desse jeito? Tudo começou com a Depressão - mas por que houve uma depressão? Porque as pessoas estão com fome? Não dizem que os EUA são um grande país?". Quando estudante de mestrado em sociologia na Universidade de Columbia, foi-lhe pedido que descrevesse sua especialidade. "Eu me especializei em generalizações'', respondeu. Em um mundo acadêmico da especialização cre...