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Mostrando postagens com o rótulo Política Internacional Israel

Uma questão cultural lancinante: Israel se pergunta qual é seu nome

O parlamento de Israel, o Knesset, começou a debater uma questão que esquenta o debate público de lá: se o Estado de Israel deve, ou não, se defuinir como um “estado judeu”. Alguns perguntam: pode um Estado ser, ao mesmo tempo, democrático e proclamar-se teológico? A idéia de fazer essa escolha e colocá-la na Constituição, é o primeiro ministro Benyamin Netanyahou, apoiado por seus aliados de extrema direita. Seu mentor é o minsitro das relações internacionais, Avigdor Liberman. Se esse caminho for adotado, traz junto uma outra imposição: de que a lei hebraica deve passar a servir de “fonte de inspiração ao legislador”. A imprensa israelense debate diariamente essa questão. Fala-se em “guerra cultural” e em retrocesso da democracia para a teocracia. A idéia parece ser uma resposta radical para a angustia existencial que, certamente, está presente na subjetividade judia – ao menos dos judeus habitantes de Israel. Quando eles olham para o futuro vêem um cenário sinistro, no q...

Israel nunca foi, não é e jamais será um Estado judeu

Reproduzo artigo de Ramez Philippe Maalouf sobre o estado israelense: Israel nunca foi, não é e jamais será um Estado judeu Ramez Philippe Maalouf Um dos maiores mitos já disseminados na mídia internacional e, inclusive, nos meios acadêmicos, é definir Israel como “Estado judeu” (motivo pelo qual uso aspas sempre que escrevo a referida alcunha). Israel jamais foi, não é e jamais será um Estado judeu. Até porque é pouco provável que governo e população do Estado de Israel sigam os princípios do judaísmo. Não surpreende, portanto, que a maioria dos judeus (ou aqueles que afirmam ser judeus) prefira viver fora do Estado que, a princípio, deveria protegê-los. A despeito das questões éticas e morais, a realidade demográfica (Demografia é uma ciência maldita, banida da academia, especialmente no Oriente Médio, inclusive no mundo árabe) insiste refutar este mito. Proporcionalmente, há mais árabes em Israel (cerca de 1.500.000 ou 20,1% da população israelense dentro das fronteiras de 1967...

A derrota para a pedra

Na imagem, o pavilhão de Israel na exposição universal de Xangai. O belo simbolismo dessa arquitetura pretendia representar o país como uma união da natureza (a pedra), com a tecnologia (o vidro). Também pretendia ir além, e representar a capacidade humana de fazer o espírito crescer em meio ao deserto. Estava olhando essa foto numa matéria sobre a exposição de Xangai e imaginei que, nos últimos dias, a simbologia é nitidamente outra: a pedra lembra mais o endurecimento, o embrutecimento, da ética judaica e, por conseqüência, do Estado de Israel. Mais representa o empobrecimento da alma que a vitória do espírito. Mais representa a derrota ante o deserto – e, talvez, ante o mundo mulçumano, que a cerca – que a vitória sobre seu destino.

Israel: terrorismo de Estado

A causa de Israel é existir. Independente dos outros ou da comunidade internacional. Existir para si mesmo, para um infinito no qual acredita, pretendendo-se uma terra “eleita”, “escolhida” e que deve satisfação, somente, à sua consciência. Gilson Caroni e Carlos Eduardo Martins afirmam, num artigo publicado no ano passado, que, “por sua própria ideologia fundadora, Israel jamais se submeteu — ou se submeterá — a leis internacionais ou preceitos humanitários, assim como jamais se sentiu — ou se sentirá — obrigado a respeitar quaisquer acordos ou tratados que firme” [21/01/09, citado por Caroni no blog Vi o Mundo ]. Trata-se de um país beligerante e expansionista, com perigoso arsenal nuclear. Em nome de mitos de origem e de mitos de merecimento, agride as populações vizinhas e escraviza o povo palestino. Vê-se a si mesmo como um Estado acima da lei. Pratica um terrorismo de Estado.

Israel mais isolado: Egito abre acesso à Faixa de Gaza

Via Portal Vermelho : Após o ataque de Israel à frota que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, ordenou, nesta terça (01), a abertura da passagem de Rafah, única entrada da Faixa de Gaza que não é controlada por Israel. O objetivo é permitir a entrada de ajuda humanitária e a saída de doentes do território palestino. A passagem foi fechada em junho de 2007, quando o grupo islâmico Hamas tomou o controle do território palestino, após expulsar as forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Desde então, o Egito só a abre esporadicamente, para permitir a saída de palestinos feridos em ataques israelenses.  O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores egípcio, Hossam Zaki, disse que seu país manteria esforços destinados a aliviar o sofrimento dos cidadãos palestinos em Gaza pelo envio de remédios e de qualquer tipo de ajuda procedente de países árabes e ocidentais.