O parlamento de Israel, o Knesset, começou a debater uma questão que esquenta o debate público de lá: se o Estado de Israel deve, ou não, se defuinir como um “estado judeu”. Alguns perguntam: pode um Estado ser, ao mesmo tempo, democrático e proclamar-se teológico? A idéia de fazer essa escolha e colocá-la na Constituição, é o primeiro ministro Benyamin Netanyahou, apoiado por seus aliados de extrema direita. Seu mentor é o minsitro das relações internacionais, Avigdor Liberman. Se esse caminho for adotado, traz junto uma outra imposição: de que a lei hebraica deve passar a servir de “fonte de inspiração ao legislador”. A imprensa israelense debate diariamente essa questão. Fala-se em “guerra cultural” e em retrocesso da democracia para a teocracia. A idéia parece ser uma resposta radical para a angustia existencial que, certamente, está presente na subjetividade judia – ao menos dos judeus habitantes de Israel. Quando eles olham para o futuro vêem um cenário sinistro, no q...
Fábio Fonseca de Castro - Fábio Horácio-Castro - fabiofonsecadecastro.org fabiohoraciocastro.com