Na imagem, o pavilhão de Israel na exposição universal de Xangai. O belo simbolismo dessa arquitetura pretendia representar o país como uma união da natureza (a pedra), com a tecnologia (o vidro). Também pretendia ir além, e representar a capacidade humana de fazer o espírito crescer em meio ao deserto. Estava olhando essa foto numa matéria sobre a exposição de Xangai e imaginei que, nos últimos dias, a simbologia é nitidamente outra: a pedra lembra mais o endurecimento, o embrutecimento, da ética judaica e, por conseqüência, do Estado de Israel. Mais representa o empobrecimento da alma que a vitória do espírito. Mais representa a derrota ante o deserto – e, talvez, ante o mundo mulçumano, que a cerca – que a vitória sobre seu destino.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...

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