02 junho 2010

A derrota para a pedra



Na imagem, o pavilhão de Israel na exposição universal de Xangai. O belo simbolismo dessa arquitetura pretendia representar o país como uma união da natureza (a pedra), com a tecnologia (o vidro). Também pretendia ir além, e representar a capacidade humana de fazer o espírito crescer em meio ao deserto. Estava olhando essa foto numa matéria sobre a exposição de Xangai e imaginei que, nos últimos dias, a simbologia é nitidamente outra: a pedra lembra mais o endurecimento, o embrutecimento, da ética judaica e, por conseqüência, do Estado de Israel. Mais representa o empobrecimento da alma que a vitória do espírito. Mais representa a derrota ante o deserto – e, talvez, ante o mundo mulçumano, que a cerca – que a vitória sobre seu destino.

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