Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Comunicação política

Como fazer política em cinco minutos

Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, foi ao Congresso americano no último dia 23 de outbro para apresentar seu projeto de criptomoeda, o “Libra”. Praticamente nenhum deputado foi ouvi-lo. A sala vazia... Ou quase. Lá estava a deputada democrata por Nova York, Alexandria Ocasio-Cortez – estrela política e midiática ascendente da política norte-americana (sugiro que vejam o documentário “Virando a mesa do poder”, a respeito dela e de outras campanhas de candidatas democratas nas últimas eleições norte-americanas, disponível na Netflix). Só que Ocasio-Cortez não estava lá para saber da moeda digital de Zuckerberg. Estava lá para aproveitar os 5 minutos que teria direito, como deputada, a questionar o visitante e crivá-lo de perguntas sobre seu envolvimento no caso da Cambridge Analytica. Seguiram-se 5 minutos de arguição intensa, que deixaram Zuckerberg desnorteado. 5 minutos de política intensa, febril, de alta densidade. “Para que possamos tomar decisões sobre o Libra”, co...

A difícil arte de fazer slogans

Abaixo, um dos cartazes da campanha eleitoral de Angela Merkel, nas últimas eleições alemãs: O texto diz: "Juntos com sucesso" Mas saíram por aí a riscar umas letras, o que deu nisto: E ficou:  "Má com sucesso" . Um exemplo da difícil arte de fazer slogans.

Do Clique à Urna: Internet, Redes Sociais e Eleições no Brasil

Lançado o livro "Do Clique à Urna: Internet, Redes Sociais e Eleições no Brasil", organizado por Jamil Marques, Rafael Sampaio e Camilo Aggio. O e-book, publicado pela EDUFBA e disponível gratuitamente, reúne trabalhos de pesquisadores de diversas instituições que, ao longo dos últimos anos, têm se dedicado a estudar temas na área de Internet e Democracia. O livro pode ser encontrado gratuitamente no endereço a seguir, em formato e-Pub: http://goo.gl/cZICD Importante: Para abrir o arquivo e-Pub é necessário apenas instalar o visualizador, oferecido em http://www.adobe.com/products/digitaleditions . Sobre o livro: Diante de um cenário ainda nebuloso, continua forte a demanda por trabalhos que discutam ‒ tanto do ponto de vista teórico-metodológico, quanto da perspectiva prática ‒ quais são os efeitos políticos dos media digitais sobre o jogo eleitoral. O livro Do Clique à Urna: Internet, Redes Sociais e Eleições no Brasil procura dar conta de...

XII Congresso Brasileiro de Comunicação e Marketing Político

O XII Congresso Brasileiro de Comunicação e Marketing Político (Politicom 2013) e o XI Encontro Regional de Comunicação estão com inscrições abertas pelo site http://www.ufjf.br/facom/politicom-2013/.   Os eventos serão realizados na Faculdade de Comunicação da UFJF entre os dias 15 e 16 de outubro (Encontro Regional) e 17 e 18 de outubro (Politicom 2013). Os participantes de qualquer um dos congressos estarão automaticamente inscritos no outro. A temática central do Politicom 2013 - "Comunicação Política e Consolidação Democrática no Brasil e na América Latina" - será debatida, entre 17/10 e 18/10, em mesas-redondas, palestras, oficinas e nos cinco grupos de trabalho: GT 1 – Propaganda Política e Ideológica; GT 2 – Marketing Político e Eleitoral; GT 3 – Jornalismo Político e Eleitoral; GT 4- Imagem, Opinião Pública e Democracia; e GT 5 – Comunicação Política, Pós-eleitoral e Governamental. O Politicom será iniciado com a realização do Colóquio Binacional Brasil-M...

Internet e Política: relação dos grupos de pesquisa que discutem o tema

Para quem se interessa pelo assunto: uma relação com 40 grupos de pesquisa brasileiros trabalhando com a temática Internet e Política. Nesse escopa, os grupos também discutem cibercultura, jornalismo digital, e-gov e outros temas afins: http://www.comunicacaoepolitica.com.br/blog/2013/06/lista-de-grupos-de-pesquisa-sobre-internet-e-politica/

Comentando as eleições 13: O problema do PT paraense continua o mesmo: perceber que construção hegemônica não é hegemonia.

No post anterior eu disse que o feitiço que enfeitiçou o PT, em algum momento de seu passado recente e que ainda continua a enfeitiçá-lo, é sua incompreensão de um fato político elementar: o de que a conquista do poder não significa, em nenhuma situação histórica, a conquista da hegemonia. Logo em seguida, afirmei que a campanha de Alfredo Costa, a julgar pela maneira como foi conduzida, renovava esse enfeitiçamento. Explico por que. Penso que a campanha do PT de Belém, nestas eleições, partiu da crença de que o partido tem, constituído e sólido, um capital político que equivale a algo entre 20 e 25% do eleitorado local. É verdade, de acordo com muitas pesquisas realizadas, que há uma simpatia pelo PT, em Belém, que alcança essa marca. Porém, isso não significa que essa parcela do eleitorado efetivasse, sob a forma do voto, a sua simpatia. A questão é que a interpretação dada ao fenômeno político da simpatia foi de que esse potencial seria, efetivamente, um capital ...

O programa eleitoral genérico

O video abaixo é uma aula cômica, para uma política mais cômica ainda:

Pesquisas de voto em Belém?

Que tal esquecer as pesquisas eleitorais e o marketing político e se concentrar um pouco, só um pouco, na política? Razões para isso? Bom, a pesquisa do Vox Populi / O Liberal é evidentemente forjada. Ela é tão absurda que não pode ser levada à sério por ninguém de bom senso. Menos absurdas, as pesquisas Acertar e Alvo, também se mostram, porém, "lidas" pelo grupo Diário/PMDB.  A pesquisa Bilhetim nunca tem muita credibilidade, porque é, sempre, o resultado de uma leitura apaixonada e rancorosa da vida política. Cá entre nós, em termos de profissionalismo só posso falar positivamente do Instituto Acertar, habitualmente competente na definição de sua mostragem e na construção do seu universo, porém, deixo claro que não estou me referindo ao uso político dos dados produzidos por seus "divulgadores". Quanto ao marketing, bom, marketing é sofismo. Não é política. Claro que não vou entrar nessa discussão. Sem tempo, sem paciência, etc. Mas quero ...

O Guia Digital do Militante do PT

O PT fez uma cartilha,  Guia Digital do Militante,  para orientar a ação de militantes nas redes sociais. Por que não  ensinar a seus candidatos e militantes o bê-á-bá das redes sociais mais populares e como usá-las para a disputa política? A cartilha sugere estratégias  para o bom proveito de sites como o Twitter, o Facebook e o YouTube nas eleições e desenhos prontos para perfis com as fotos de Lula e Dilma ao lado do candidato, que só precisa incluir sua imagem. Segundo o Ibope, são  27 milhões de eleitores que usam a internet, com frequência, no país. A cartilha, acessível apenas a quem fizer um cadastro deixando nome, e-mail e telefone, dá exemplos da campanha de Barack Obama, eleito com a ajuda da mobilização virtual . "Se o candidato entende que precisa ir a eventos públicos para aprender a apertar a mão de seus eleitores, a internet é um prato cheio de oportunidades de interação", ensina o guia. A equipe que elaborou o manual, formada por jornali...

A sociologia de Batman

As 10 Estratégias de Manipulação Midiática

- por  Noam Chomsky , do MIT 1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')". 2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES. Este método também é chamado "problema-reação-...

A Força da Imagem do PT

Por Marcos Coimbra, publicado na revista Carta Capital Ao contrário do que se costuma pensar, o sistema partidário brasileiro tem um enraizamento social expressivo. Ao considerar nossas instituições políticas, pode-se até dizer que ele é muito significativo. Em um país com democracia intermitente, baixo acesso à educação e onde a participação eleitoral é obrigatória, a proporção de cidadãos que se identificam com algum partido chega a ser surpreendente. Se há, portanto, uma coisa que chama a atenção no Brasil não é a ausência, mas a presença de vínculos partidários no eleitorado. Conforme mostram as pesquisas, metade dos eleitores tem algum vínculo. Seria possível imaginar que essa taxa é consequência de termos um amplo e variado multipartidarismo, com 29 legendas registradas. Com um cardápio tão vasto, qualquer um poderia encontrar ao menos um partido com o qual concordar. Mas não é o que acontece. Pois, se o sistema partidário é disperso, as identificações são c...