26 julho 2012

O Guia Digital do Militante do PT


O PT fez uma cartilha, Guia Digital do Militante, para orientar a ação de militantes nas redes sociais. Por que não ensinar a seus candidatos e militantes o bê-á-bá das redes sociais mais populares e como usá-las para a disputa política? A cartilha sugere estratégias para o bom proveito de sites como o Twitter, o Facebook e o YouTube nas eleições e desenhos prontos para perfis com as fotos de Lula e Dilma ao lado do candidato, que só precisa incluir sua imagem.
Segundo o Ibope, são 27 milhões de eleitores que usam a internet, com frequência, no país.
A cartilha, acessível apenas a quem fizer um cadastro deixando nome, e-mail e telefone, dá exemplos da campanha de Barack Obama, eleito com a ajuda da mobilização virtual . "Se o candidato entende que precisa ir a eventos públicos para aprender a apertar a mão de seus eleitores, a internet é um prato cheio de oportunidades de interação", ensina o guia.
A equipe que elaborou o manual, formada por jornalistas, publicitários, marqueteiros e cineastas, passou três meses escrevendo o passo a passo para uma candidatura multimídia. A intenção, segundo integrantes da Secretaria de Comunicação do PT, era atingir o público de classes C e D da legenda que ainda passa pelo processo de inclusão digital. Por isso, além de explicar a utilidade de cada ferramenta, o guia aponta os riscos que elas oferecem. "Uma das maiores demonstrações de inexperiência com a internet é tentar usá-la como megafone ou como tribuna em que se sobe para ficar discursando sozinho ou só se autoelogiando", orienta o manual.
Entre dicas como "jamais use palavrões", "não saia do sério", "cite os bons resultados que o PT obteve com os programas federais" e "concentre esforços nos eleitores indecisos", a cartilha petista ainda orienta os militantes a fazerem "tanto sucesso com seus vídeos quanto com o Dilmaboy". A referência é feita ao publicitário Paulo Reis, que em 2010 gravou uma paródia de uma música de Lady Gaga em homenagem à então candidata a presidente Dilma Rousseff, ganhando o apelido. O vídeo teve mais de 200 mil acessos após ser publicado no YouTube, uma "manifestação espontânea da militância que virou um dos assuntos mais falados na última campanha presidencial", detalha o guia.
O Guia Digital do Militante recomenda:
» Facebook = "salinha do café"; blogs são "comitês virtuais"
» Jamais use palavrões – não saia do sério!
» Entre em discussões, comprovando seus argumentos com fatos – use links
» Se inscreva no canal do seu candidato e diga que "gostou" dos vídeos
» Sim, ainda vale a pena estar no Orkut, ao contrário do que muitos dizem
» Quase sempre a imprensa usa o que é dito no perfil [do Twitter] como aspas (declaração) de matérias

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