Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Economia

11 razões econômicas para votar em Dilma

O Brasil está segurando na cauda da crise?

E se a crise chegar por aqui? Será que, tal como em 2008, o país resiste? Naquele ano entramos em recessão, mas nos recuperamos rapidamente. E agora, estaremos preparados? Bom, os números de partida parecem bons, pois indicam que estamos mais fortes. Em setembro de 2008, por exemplo, tínhamos US$ 205,7 bilhões de reservas. Hoje, temos US$ 349,6 bilhões. Como os economistas gostam de apresentar dados sobre o “colchão de liquidez” para medir a vulnerabilidade dos países à crise, temos que lembram que, agora, temos R$ 420 bilhões em termos de depósitos compulsórios recolhidos ao Banco Central, contra R$ 270 bilhões em 2008. Com esses números, o pais estaria mais preparado, teoricamente, para enfrenta um novo espasmo da crise. Mas... será que o novo espasmo vai ser da mesma natureza que o anterior? A característica central da crise de 2008 foi o excesso de endividamento do setor privado nos países ricos. Esse fato levou a uma dinâmica de crise bancária e ao travamento do cr...

Essa crise tem cauda longa

Maria da Conceição Tavares é que disse certo: a crise de 2008 é “espasmódica”. O que estamos vendo agora é outro espasmo dessa mesma crise. Apesar de os motivos serem outros e as conseqüências diferentes, as causas primárias decorrem, ao que parece, dos acertos (ou melhor, não: das ações) administradas pelos governos para sair do primeiro espasmo da crise. É uma crise com rabos. Numa economia globalizada, todo mundo está sendo levado junto. O The Independent revelou que a Grã-Bretanha possui cerca de R$ 520 bilhões em dívidas de países da União Europeia. Um país puxa o outro. Grécia, Portugal e Espanha ameaçam puxar a Itália e a França, que pode puxar a Inglaterra, que puxa os EUA – para mais fundo. A decadência norte-americana, em seu plano econômico, é da seguinte natureza: a base industrial do país está sendo desmontada dia-a-dia e o que move a economia é, exclusivamente, o consumo. O consumo se tornou responsável por 2/3 da economia. E não qualquer consumo: um consu...

1822 / 2022

Um trecho do livro “ 1822”, de Laurentino Gomes:  "No ano de sua Independência, o Brasil tinha, de fato, tudo para dar errado... Era uma população pobre e carente de tudo, que vivia... em uma economia agrária e rudimentar, dominada pelo latifúndio e pelo tráfico negreiro... O analfabetismo era geral... As perspectivas de fracasso, portanto, pareciam bem maiores que as de sucesso... (No entanto) o Brasil conseguiu manter a integridade do seu território e se firmar como Nação independente..." (páginas 17/18).  200 anos depois o país é uma nação emergente, motivo suficiente para que se produza um livro, desta feita “2022”, escrito coletivamente por conjunto de especialistas e publicado pela editora Campus. Nele, se faz uma reflexão acerca de que perfil de país podemos aspirar a ter quando o país estiver fazendo 200 anos como nação independente.  E como deverá ser o Brasil nesse ano? A síntese do autores é a seguinte:  crescimento médio da economia de 4,5% ao ano:...

Lucro de 28%, mas sem rentabilidade

Um dado do Valor de ontem: O lucro das cem maiores empresas brasileiras de capital aberto cresceu 28% em 2010, mas a rentabilidade ficou praticamente inalterada em relação ao ano anterior, principalmente por conta de um pior resultado financeiro. Esse conjunto de empresas, que inclui gigantes como Petrobras e Vale, lucrou R$ 128,9 bilhões em 2010, comparado a R$ 100,9 bilhões em 2009 - ano em que ainda foram sentidos os efeitos da crise financeira internacional. O levantamento foi feito pelo Valor Data, com base em dados divulgados no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e envolveu as cem maiores empresas abertas não financeiras em termos de receita líquida.

Inflação nas cidades

A política econômica brasileira estabeleceu um teto para a inflação: 6,5% acumulados em 12 meses.  É um valor de referência: passar disso significa imensos problemas. Temos acompanhado o esforço do governo Dilma para conter a inflação, mas a luz amarela já acendeu: quatro capitais tiveram inflação acumulada, em 12 meses, superior a 6,5%: Brasília, Fortaleza, Curitiba e Belo Horizonte. Em Curitiba, a inflação em 12 meses, até março, chegou a 7,75%. Em Belo Horizonte, a meta foi batida no mês passado, quando a cidade chegou aos 6,51% de carestia.  Em Fortaleza o custo de vida o custo de vida encareceu 7,88%. Na capital federal em 7,53%, o terceiro lugar mais alto no país.  Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acompanha a inflação nas 11 maiores regiões metropolitanas do país. Os dados são os seguintes:  Município - Em %  Fortaleza (CE) - 7,88 Curitiba (PR) - 7,75 Brasília (DF) - 7,53 Belo Horizonte (MG) - 6,51 São Paulo (SP) - 6,4...

Distorção

No momento em que a presidenta Dilma chega na China, vale à pena pensar nisto, publkicado um relatório do IPEA: “Pode-se afirmar que ao longo dos últimos 10 anos, para cada dólar que o Brasil adquire de suas exportações para China, 87 centavos vêm de produtos primários e de manufaturas intensivas em recursos naturais, sete dos produtos de média intensidade tecnológica e apenas 2 centavos das vendas de produtos de alta tecnologia”.

Brasil ganha 2.746 importadoras e só 82 exportadoras no 1º bimestre

A í est ã o as conseq üê ncias do d ó lar baixo e da concorr ê ncia da China. As raz õ es para esse desequil í brio s ã o o real valorizado frente ao d ó lar, a concorr ê ncia chinesa em terceiros mercados e a redu çã o das compras americanas. Segundo o Minist é rio do Desenvolvimento, nos dois primeiros meses de 2011, lideraram o ranking das empresas exportadoras a Vale e a Petrobras, com vendas de, respectivamente, US$4,3 bilh õ es e US$3 bilh õ es. A estatal ainda ficou à frente das importadoras, com gastos equivalentes a US$2,9 bilh õ es. No primeiro bimestre deste ano, o total de empresas que exportaram chegou a 10.676, e os neg ó cios movimentaram US$31,9 bilh õ es. No mesmo per í odo do ano anterior, eram 10.594 firmas, que proporcionaram um fluxo de US$23,5 bilh õ es. J á o n ú mero de importadoras subiu de 20.210 (US$23,3 bilh õ es) para 22.956 ( US$30 bilh õ es).  A poucas semanas da visita da presidente Dilma Rousseff à China, o embaixador do pa í s no Brasil...

Novos governadores dão sequência à guerra fiscal

Via Valor: Com menos de três meses de governo, sete Estados - São Paulo, Acre, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia e Ceará - já ampliaram benefícios fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), indicativo de que a guerra fiscal continua nas novas administrações. Além de prorrogar incentivos que reduzem a 7% ou 12% o imposto devido por fabricantes de artigos de couro, higiene pessoal, cosméticos, instrumentos musicais, brinquedos, alimentos e têxteis, São Paulo também instituiu novos benefícios. Reduziu a alíquota efetiva do imposto para 7% nas vendas das indústrias de linha branca. Fabricantes de compensados e laticínios também tiveram benefícios. Os benefícios do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), concedidos nos primeiros meses do ano pelos novos governos estaduais, estão sendo dirigidos basicamente para as indústrias, por meio de reduções de base de cálculo e créditos presumidos. Em Santa Catarina, o benefício que reduz ...

A tesoura de R$ 50 bilhões

A conta pela expansão acelerada dos gastos públicos chegou e o governo anuncia um enxugamento recorde. A dúvida é se o corte será realmente cumprido Os últimos quatro anos da gestão Lula foram de prosperidade. As despesas do governo cresceram 59% no período. Especialmente em 2009 e 2010, como uma maneira de combater a crise econômica mundial. A estratégia fez efeito. O impacto da crise no Brasil foi pequeno se comparado ao resto do mundo. Em 2010, o crescimento já havia sido retomado, enquanto outros países até hoje se debatem em meio à derrocada internacional. Desde o ano passado, porém, economistas alertavam sobre a necessidade de conter os gastos para evitar problemas de outra natureza, como inflação e desequilíbrio nas contas públicas. Durante a campanha eleitoral, a então candidata Dilma Rousseff negava a necessidade de ajustes. Na semana passada, o óbvio aconteceu. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciaram um plano para cort...

Por que não deve deve comemorar récordes sem antes refletir sobre eles

Em 2010 entraram no Brasil 48,4 bilhões de dólares em investimentos internacionais. Mais que isso, entre os emergentes, só na China. É o investimento direto estrangeiro (o chamado IDE), a soma da entrada líquida de recursos externos na modalidade de participação em capital mais empréstimos intercompanhias. A marca superou o volume pré-crise internacional, obtido em 2008, de 45,1 bilhões de dólares. Para entender melhor a importância dos fluxos de IDE, basta dizer que eles foram suficientes para financiar o expressivo rombo nas contas correntes de 47,5 bilhões de dólares em 2010. Porém, nem tudo é festa. Como se sabe, dinheiro entra e dinheiro sai. E, não bastando a redução do superávit comercial, houve, em 2010, importante elevação das remessas de lucros e dividendos realizadas pelas empresas estrangeiras para suas matrizes, cerca de 30 bilhões de dólares.  As remessas já haviam crescido de forma expressiva em 2008, no auge da crise internacional, quando atingiram o patamar de 3...

Empresas de Eike Batista perdem R$ 11,7 bilhões

O valor de mercado das empresas de Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, recuaram em R$ 11,7 bilhões neste ano até ontem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovepsa), mostra um levantamento da consultoria Economatica. O valor das companhias caiu de R$ 87,2 bilhões no final do ano passado para R$ 75,4 bilhões no último fechamento da Bolsa, ou em sete pregões. Famosas por suas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) bilionárias, as empresas LLX (logística), MMX (mineração), MPX (energia elétrica), OGX (petróleo), OSX (estaleiro) e Portx (portuária) apresentaram uma queda média de 13,51% na Bovespa neste ano. É um tombo maior que o do Ibovespa, índice de referência da Bolsa, que caiu 7,34% nesse mesmo período, segundo dados da consultoria. Mas os analistas afirmam que a queda acima do índice está ligada a maior volatilidade dos papéis das empresas de Eike. Os papéis são considerados de risco porque parte das empresas está em fase pré-operacional. Quando a Bovespa entra em um períod...

Projeto do governo para o mínimo prevê ganho real de 30% em 5 anos

O Executivo encaminhou ao Congresso projeto de lei que estipula o valor do salário mínimo em R$ 545,00 para 2011, e estabelece diretrizes para sua política de valorização entre 2012 e 2015. Segundo a proposta, o valor diário do mínimo é R$ 18,17, e o valor horário, R$ 2,48. O projeto prevê que haverá um crescimento do mínimo em cerca de 30% nos próximos cinco anos. Caso este projeto seja sancionado, neste mês, da forma como foi enviado pelo governo, a Medida Provisória 516/10 fixará o mínimo em R$ 540 apenas em janeiro e fevereiro. A proposta do Executivo não prevê pagamento do novo valor do mínimo retroativo a 1º de janeiro, data de validade da MP. O governo e a oposição fecharam acordo para votar essa proposta na quarta-feira. De acordo com a proposta, os reajustes para a preservação do poder aquisitivo do salário vão acompanhar a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulada nos 12 meses anteriores ao mês do reajuste.

Produção industrial cresce em 14 regiões pesquisadas pelo IBGE

A produção da indústria nacional avançou em todas as 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010. De acordo com o levantamento, divulgado ontem, quarta-feira (9), cinco unidades da Federação registraram altas acima da média nacional no período, que ficou em 10,5%. Os maiores destaques ficaram com Espírito Santo (22,3%), Goiás (17,1%), Amazonas (16,3%), Minas Gerais (15,0%) e Paraná (14,2%). Na pesquisa, o IBGE considera 13 estados e a região Nordeste. De acordo com o IBGE, nas regiões que apresentaram os maiores avanços no ano passado, o destaque ficou com os segmentos produtores de bens de capital e de bens de consumo duráveis, principalmente automóveis e eletrodomésticos da linha marrom e commodities. Na comparação mensal, dezembro frente a novembro, foi verificada queda, com ajuste sazonal, em 11 dos 14 locais. Os maiores recuos partiram de Rio de Janeiro (-5,7%), Paraná (-5,0%), Bahia (-3,9%), Goiás (-3,8%) e Rio Grande do Sul (-3,0...

Quais são as causas profundas da desigualdade brasileira?

Retomando a entrevista com o professor Jessé de Souza, reproduzo mais uma questão da entrevista que ele concedeu ao portal IHU On-Line: IHU On-Line – O senhor afirma que apenas análises economicistas são insuficientes para explicar a complexidade da desigualdade. A desigualdade social não se resume a aspectos econômicos? Quais são as causas profundas da desigualdade brasileira? Jessé de Souza – Essa é uma excelente questão. De fato, existe uma “cegueira” típica de qualquer sociedade capitalista complexa, que se torna ainda mais virulenta entre nós pela pobreza de nosso debate público, que é a percepção exclusiva de aspectos econômicos ou “materiais”. Na verdade, as pessoas são movidas no seu comportamento também por aspectos morais o tempo todo. Todas as ações sociais são determinadas ao mesmo tempo por estímulos morais e econômicos, mas apenas os econômicos são visíveis e de modo tal a não percebermos a justificação moral de toda atividade econômica. Só percebemos o efeito do dinhei...

Emprego dos mais qualificados sobre 60%

O emprego no País cresceu, em oito anos, mais entre pessoas com maior nível de escolaridade. Levantamento feito com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho com 11 anos ou mais de estudo atingiu 13,515 milhões em dezembro de 2010, 59,8% acima do apurado em dezembro de 2002.  Esse foi o mais forte aumento em todas as faixas de estudo, sendo 8% superior a dezembro de 2009. Ao mesmo tempo, caiu o número de pessoas empregadas com pouco ou nenhum nível de escolaridade. A população ocupada sem instrução ou com menos de um ano de estudo foi de 352 mil em dezembro de 2010, 35,9% abaixo da apurada em dezembro de 2002; e 10% abaixo da apurada em dezembro de 2009.  Para analistas, os dados mostram que a qualidade do emprego no País melhorou nos últimos anos. Mas fazem um alerta: os números mostram um cenário de demanda crescente por mão de obra especializada no Bras...

Quem é a nova classe média brasileira?

Mais duas questões colocadas a Jessé de Souza, a respeito da formação social brasileira atual: IHU On-Line – Como o senhor define esse estrato social brasileiro que está emergindo economicamente? Qual é o seu perfil? Jessé de Souza – É sempre difícil definir um fenômeno social que está se constituindo “em ato” defronte de nossos olhos. Esse foi, inclusive, o maior desafio tanto teórico quanto empírico do livro que fizemos. No decorrer do trabalho com as entrevistas, percebemos se tratar de fenômeno distinto do que o anunciado com certo triunfalismo nos jornais. Procuramos primeiro separar este estrato da classe média estabelecida. Não se consegue fazer isso apenas com a variável renda, que é, no entanto, infelizmente, o que se faz sempre. A classe média estabelecida é uma classe dominante porque se forma pela apropriação privilegiada de capital cultural, seja técnico e especializado, seja literário e especulativo, o qual é indispensável para o funcionamento do mercado e do Estado. Ai...

Como definir, hoje, "classe social"?

Trecho de uma entrevista que meu ex-professor, na UnB, Jessé de Souza, concedeu ao portal IHU On-Line. A entrevista versa sobre a "nova classe média brasileira", tema que Jessé discute em dois livros: " A Ralé Brasileira: quem é e como vive" (Rio de Janeiro: Record, 2009) e "Os batalhadores brasileiros" (Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2009). IHU On-Line – Como se define uma classe social? Como se deu a construção das classes sociais no Brasil contemporâneo? Jessé de Souza – O mecanismo complexo que explica a existência das classes sociais é o segredo mais bem guardado de todas as sociedades modernas. É que o pertencimento de classe define, em grande medida, o acesso privilegiado a qualquer tipo de bem ou recurso escasso. Esses bens e recursos que não precisam ser materiais como um carro ou uma casa, mas também podem ser, por exemplo, o tipo de mulher ou de homem que se consegue ter ou o tipo de reconhecimento social ou prestígio que se desfruta em todas as di...

Como a China está vencendo o Brasil

Foi divulgada uma Sondagem Especial China, produzida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). É o primeiro levantamento abrangente sobre as implicações, para a economia brasileira, do avanço da China no comércio mundial.  A pesquisa mostra o quanto é grande a desvantagem da produção brasileira frente à chinesa.  As vantagens da China são os seguintes:  oferta abundante de mão-de-obra,  modelos de financiamento favoráveis,  mercado interno forte,  moeda desvalorizada.  Eis alguns dados do levantamento da CNI:  52% das empresas exportadoras brasileiras competem com a China no mercado externo;  dessas, 67% estão perdendo clientes;  a concorrência não se resume ao mercado externo: mais de 25% das empresas brasileiras já competem com chinesas no próprio mercado doméstico;  dessas, 45% perderam participação de mercado, especialmente entre pequenas e médias empresas;  entre as pequenas, a perda de mercado afetou 49% das...

A classe C e a educação

Uma pesquisa da Data Popular, consultoria voltada para o estudo sobre hábitos da classe média, mostra que, de cada cem jovens de famílias emergentes, a chamada classe C, 68 têm mais anos de estudo do que os pais.  Ou seja, quase 70% dos jovens desta faixa de renda no Brasil passaram a ter um nível escolar mais alto que o familiar. O estudo foi feito com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), levantados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).  O quadro fica mais claro quando se verifica que a classe média-baixa ganha força em um momento de intenso desenvolvimento econômico no Brasil.  Terminar o ensino médio é pré-requisito nos processos de contratação da maioria das empresas do país.  O documento que acompanha o estudo reforça essa ideia, ao frisar que "a ascensão social acontece a partir da frequência escolar".  As mudanças no tipo de trabalho realizado pela classe C são o resultado desse avanço escolar. O...