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Mostrando postagens com o rótulo Política de Educação

Entra no ar a TV USP

Esta semana a USP lançou cinco canais de televisão online simultâneos em seu sistema de TV pela internet, a IPTV USP. IPTV é a sigla de Internet Protocol Television – sistema fechado (na verdade aberto) de programação televisiva. A TV da USP funcionava em caráter experimental desde 2007, com a transmissão de eventos como palestras, conferências e encontros, além de disponibilizar um acervo de vídeos feitos sob demanda.  Essas modalidades permanecem na nova TV e acrescentam-se os novos canais, que serão Arte e Cultura, Saúde, Ciência, Tecnologia e TV USP.  Todo o conteúdo será aberto, gratuito e irrestrito, exceto alguns vídeos voltados a disciplinas específicas, como, por exemplo, uma cirurgia em que a identidade do paciente deve ser preservada.  A nova plataforma suporta até 100 mil acessos simultâneos. Todos os vídeos estarão disponíveis para download.  Aulas online  Com os cinco anos da fase experimental, o acervo da TV online da USP já r...

As escolas melhor avaliadas pelo Ideb, no Pará

Do UOL : O Pará teve no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) nota 4,2 para os anos inciais do ensino fundamental. Esse índice está bem abaixo do que as melhores escolas do Estado alcançaram. A "campeã", que fica na cidade de Uruará (a cerca de 1000 km de Belém), teve nota 6,5.  Já para os anos finais do ensino fundamental, a nota do Estado foi menor (3,7), assim como os índices das escolas que melhor se saíram no Ideb. Para o cálculo da nota, leva-se em conta a taxa de aprovação e o desempenho dos alunos na Prova Brasil, que compreende testes de português e matemática. MELHORES ESCOLAS PÚBLICAS DE 1º A 4º ANOS DO PARÁ MUNICÍPIO NOME DA ESCOLA REDE IDEB 2011 URUARA C M E F SISTEMA OBJETIVO DE ENSINO Municipal 6,5 DOM ELISEU E M E F PRESBITERIANA FRANCISCO SOARES EMERIQUE Municipal 6,4 ALTAMIRA CENTRO EDUCACIONAL BATISTA INDEPENDENTE Municipal 6,2 BELEM ESCOLA DE APLICACAO DA UFPA Federal 6,1 BELEM E E I F M TENENTE REGO BARROS Federal 6,1...

O que a Campus Party tem a ensinar aos pedagogos e aos burocratas da educação

Ontem aconteceu a palestra de Sugata Mitra na Campus Party. Mitra é professor e pesquisador no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde investiga relações entre tecnologia e educação.  Nada mais apropriado, porque a Campus Party chega, em sua 5ª edição no Brasil, com uma grande novidade: o Educaparty, evento que teve sua primeira edição em Valência, na Espanha, e que tem o objetivo de aproximar a educação dos avanços das recentes inovações em tecnologias digitais.  É óbvio que a educação do futuro terá um componente tecnológico centrado na convergência midiática e digital. É óbvio mas não tanto assim, infelizmente, para muita gente.  Quem pensa em educação precisa, neste momento, dar uma espécie da pulo do gato na direção dessa convergênia.  É hora de ser um pouco louco, meio visionário e usar a criatividade para antecipar esse futuro. Com isso, a educação pode ganhar velocidade, antecipar e maximizar resultados que, no fluxo normal, levariam ainda ...

A pesquisa de Hanushek sobre educação

Via Valor Econômico, republico artigo sobre a pesquisa de Erik Hanushek sobre educação. Leitura interessante para quem discute a questão da educação. Educação: as lições do professor Hanushek Por  João Batista Araujo e Oliveira Os países em desenvolvimento mais que duplicaram seus recursos em educação, nos últimos 20 anos. No geral, o esforço financeiro esteve associado à expansão. Em poucos casos, o recurso adicional se converteu em resultados, o que ocorreu especialmente em países da Ásia. Apenas contar com mais dinheiro não resolve. Muito menos quando o dinheiro bom é jogado num sistema ineficiente. Há várias formas de aprender sobre o que funciona em educação. Mas há só uma forma rigorosa: aprender com base em evidências científicas e com as melhores práticas dos países que estão à frente. O professor Erik Hanushek mais uma vez nos surpreende pelo rigor da análise e simplicidade de suas conclusões em estudo recém concluído. De 9 mil casos examinados, ele acabou ficando com a...

Uma hora e 17 minutos de aula

Reproduzo interessante artigo de Naercio Menezes Filho, publicado no Valor Econômico de hoje. O artigo reúne alguns dados interessantes sobre o tempo Uma hora e 17 minutos de aula Naercio Menezes Filho Está em discussão no Congresso Nacional o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que deverá vigorar entre 2012 e 2020. Um dos pontos mais polêmicos do plano é a expansão do gasto público com educação para 7% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2009 o valor foi de 5,7%. O relator acaba de defender o aumento dessa meta para 8%, enquanto movimentos sociais e entidades sindicais defendem uma meta de 10% do PIB. Por outro lado, alguns especialistas acham que é possível utilizar melhor os recursos já disponíveis, pois existem sérios problemas no uso desse dinheiro. Quem tem razão nesse debate? Uma pesquisa importante, realizada recentemente pelo Ibope-Inteligência em parceria com o Instituto Unibanco, ajuda a jogar luz nessa questão. A pesquisa acompanhou 60 turmas do Ensino Médio em 18 ...

Quadro-resumo com a situação dos professores da rede escolar pública no país

Aprovada há mais de três anos, a lei nacional do piso do magistério não é cumprida em pelo menos 17 das 27 unidades da Federação, informa a Folha de São Paulo, em reportagem publicada hoje. A legislação prevê mínimo de R$ 1.187 a professores da educação básica pública, por 40 horas semanais, excluindo as gratificações. A lei também assegura que os docentes passem ao menos 33% desse tempo fora das aulas para poderem atender aos estudantes e preparar aulas. A regra visa melhorar as condições de trabalho dos docentes e atrair jovens mais bem preparados para o magistério. O levantamento da Folha mostra que a jornada extra-classe é o ponto mais desrespeitado da lei: 15 Estados a descumprem, incluindo São Paulo, onde 17% da carga é fora da classe. Entre esses 15, quatro (MG, RS, PA e BA) também não pagam o mínimo salarial. O ministério da Educação afirma que a lei deve ser aplicada imediatamente, mas que não pode obrigar Estados e municípios a isso. O Governo do Pará des...

Semana inicia com greve na educação

O dia e a semana começam com a entrada em greve dos professores da rede pública paraense. A decisão pela greve, tomada  em assembleia no último dia 21 de setembro, ocorre motivada por dois fatos: 1. A decisão do  Governo Jatene de pagar  apenas 30% da complementação do Piso Salarial, contrariando acordo já firmado anteriormente; e, 2. A  encenação armada em torno desse anúncio, para a qual convocou a categoria e os meios de comunicação para anunciar essa decisão, tentando fazer crer que se tratava de  uma conquista do Governo do Estado. Com a decisão pela greve o Pará se une ao movimento que tem, hoje, seu corpo mais sólido em Minas Gerais, estado também governado pelo PSDB, onde os professores mantém a greve há 111 dias. A greve inicia nas proximidades do  XX Congresso Estadual da Educação e em meio a uma campanha nacional que toma corpo em favor da garantia de que ao menos  10% do PIB seja aplicado na educação.

Quanto do PIB para a educação? O governo quer 7%. O ideal seria 10%.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou na quarta-feira que o custo total para o cumprimento das metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020 -  previsto no Projeto de Lei 8035/10, do Executivo -  será de R$ 80 bilhões.  O PNE estabelece metas educacionais que o País deverá cumprir até o fim da década. Segundo o ministro, a meta de investimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, indicado no plano, cobrirá os gastos previstos.  Atualmente, o país investe 5% do PIB em educação. A Conferência Nacional de Educação (Conae), que discutiu no ano passado as bases do PNE, propôs que o investimento mínimo seja de 10% do PIB até o fim da década.

Entrevista com Diane Ravitch

Diane Ravitch é uma especialista norte-americana em educação. Muito respeitada, ela foi, no passado, uma ardorosa defensora de avaliações internas docentes e discentes e do estabelecimento de metas e critérios numéricos para avaliar a evolução da educação. No entanto, mudou de opinião. Seu livro The Death and Life of the Great American School System, recentemente publicado, discute essa questão. Reproduzo abaixo uma entrevista sua concedida  ao jornakl Estado de S. Paulo: Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana? Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability (responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo. Em sua opinião, o que deu errado com os pr...

MEC finaliza matriz de concurso nacional para professores; prova será em 2012

Dez meses depois do anúncio da proposta, começa a sair do papel a criação da Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente. A ideia do Ministério da Educação (MEC) é aplicar anualmente uma prova para selecionar professores interessados em trabalhar na rede pública.  Os resultados serão utilizados pelas secretarias municipais e estaduais de Educação que aderirem ao projeto. A portaria que normatiza o exame deve ser publicada hoje no Diário Oficial da União e a matriz dos conteúdos está disponível para consulta pública na internet.  A prova será de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).  Anualmente cerca de 100 mil professores ingressam na rede pública. A  prova vai avaliar o profissional a partir de três dimensões: profissão docente e cidadania, trabalho pedagógico e domínio dos conteúdos curriculares. Serão exigidos conhecimentos em temas como políticas educacionais, gestão do trabalho pedagógico, além d...

E o Sintepp, quem diria!

Tem coisa que não dá para entender. A passividade do Sintepp na sua negociação com o governo Jatene, por exemplo. Parece que o outrora combativo sindicato vai aceitar a simples suspensão do PCCR, aprovado durante o governo Ana Júlia, depois de anos e anos de reivindicações e de uma construção coletiva da qual participou.  E, de quebra, vai reduzir de 65% para 12% sua reivindicação por aumento salarial, simplesmente esquecendo das perdas históricas acumuladas... Imagino que quimeras não operaram tais milagres...

O piso salarial dos professores da escola pública

O piso salarial do magistério deve ser reajustado em 15,85%. A correção reflete a variação ocorrida no valor mínimo nacional por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2010, em relação ao valor de 2009. E eleva a remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais para R$ 1.187,00. De acordo com o MEC, a nova remuneração está assegurada pela Constituição Federal e deve ser acatada em todo o território nacional pelas redes educacionais públicas, municipais, estaduais e particulares. Com relação à reivindicação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), de aplicação do reajuste em abril, o MEC observa que o aumento é determinado de acordo com a definição do custo por aluno estabelecido pela Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007, a chamada Lei do Fundeb, no início de cada ano. O MEC aprova resolução da Comissão Intergovernamental para Financiamento da Educação de Qualidad...

208 mil professores sem curso superior

Manda a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) da Educação que os professores do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio devem ter formação superior. O país vai procurando dar conta dessa cartilha, mas os entraves ainda são muitos. De acordo com uma matéria publicada domingo na Folha de S. Paulo, 16,8% dos docentes da rede pública não têm formação universitária. Isso equivale a cerca de 208 mil professores. O quadro é mais dramático na Bahia. Ali, metade (50,8%) dos 96,5 mil professores da rede pública não tem formação adequada. E é menos grave em São Paulo: 2,25% dos 238.667 docentes não completaram o ensino superior. Os dados são oficiais. Contam de levantamento feito pelo Inep, instituto do MEC, em 2009, junto a 1,2 milhão de professores. Em 2007, ano em que foi feito o primeiro levantamento do gênero, os professores sem curso superior somavam 16%. Menos, portanto, que os atuais 16,8%.

Educação 3: A escala do Pisa

Educação 2: 43 milhões de alunos

Conforme apurou o Censo Escolar do ano passado, em todo o Brasil foram matriculados 43 milhões de alunos no Ensino Básico Público (19,4 milhões da rede estadual e 23,6 milhões da rede municipal). Com base nisso, o estado de São Paulo é o que mais vai receber em repasses federais na área da educação, cerca de R$ 2,9 bilhões, enquanto que Roraima deverá contar com R$ 6,2 milhões. O Ensino Básico Público é formado pelos alunos matriculados na educação infantil, ensino fundamental regular de 8 anos e de 9 anos, ensino médio regular, ensino médio integrado, educação especial, educação de jovens e adultos presencial e educação de jovens e adultos integrada à educação profissional de nível médio e fundamental.

Educação 1: Salário-educação de estados e municípios estimado em R$ 7,142 bi para 2011

Estados e municípios devem receber, no total, cerca de R$ 7,142 bilhões de repasses do salário-educação neste ano, aumento de 7,7% em relação ao repase de 2009 (R$ 6,629 bilhões). Esse montante representa 60% do volume previsto (R$ 11,9 bilhões) pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do Ministério da Educação.  Esses recursos serão usados em ações de manutenção e melhoria da educação básica pública.  O s outros 40% (cerca de R$ 4,76 bilhões) são destinados para educação básica (10 pontos percentuais) e cota federal (30 pontos percentuais).   Os números foram divulgados, nesta terça-feira (15/2), em Portaria nº 47 publicada no Diário Oficial da União, que prevê R$ 3,594 bilhões para a rede de ensino estadual e R$ 3,548 bilhões para a municipal. Os recursos do salário-educação vêm da contribuição social de 2,5% das empresas vinculadas ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), públicas e privadas. O valor é arrecadado mensalmente pela Receita Federal...

Número de brasileiros estudando no exterior sobe 15% ao ano

Fiquei impressionado com a quantidade de brasileiros estudando no exterior, dado publicado pela resvista Isto É desta semana: 193 mil saindo do Brasil em 2010 e prováveis mais de 200 mil este ano. Milagres do real forte. Cursar parte do ensino médio fora, vivenciando outra cultura e estudando uma segunda língua são vantagens competitivas importantes para o cada vez mais concorrido mercado de trabalho. O padrão de gastos da classe média com educação sempre foi elevado no Brasil: escolas particulares, transporte, material didático, aulas particulares, cursos complementares de idiomas, atividades esportivas são despesas comuns no orçamento de classe média. Nesse contexto, um investimento de cerca de US$ 7,5 mil por ano (segundo a revista), fora passagem, não é absurdo. Pessoalmente, acho esse custo subestimado. Não creio que fique abaixo dos US$ 10 mil/ano. No cenário atual, ainda segundo a Isto É, a quantidade de brasileiros indo estudar fora do país está subindo uma média de 15% ao ...