A causa de Israel é existir. Independente dos outros ou da comunidade internacional. Existir para si mesmo, para um infinito no qual acredita, pretendendo-se uma terra “eleita”, “escolhida” e que deve satisfação, somente, à sua consciência. Gilson Caroni e Carlos Eduardo Martins afirmam, num artigo publicado no ano passado, que, “por sua própria ideologia fundadora, Israel jamais se submeteu — ou se submeterá — a leis internacionais ou preceitos humanitários, assim como jamais se sentiu — ou se sentirá — obrigado a respeitar quaisquer acordos ou tratados que firme” [21/01/09, citado por Caroni no blog Vi o Mundo]. Trata-se de um país beligerante e expansionista, com perigoso arsenal nuclear. Em nome de mitos de origem e de mitos de merecimento, agride as populações vizinhas e escraviza o povo palestino. Vê-se a si mesmo como um Estado acima da lei. Pratica um terrorismo de Estado.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
Comentários
É fato que Israel pratica terrorismo de Estado. O que tem me assustado ultimamente, no entanto, é a confusão que vem ocorrendo no trato entre o terrorismo de Estado (rectius, institucional) que o país pratica com a percepção do povo israelense a respeito do conflito sino-palestino. Esta percepção confusa alimenta um ódio internacional ao povo judeu, como já ocorreu em séculos anteriores, e cujas consequências já conhecemos.
Abraços.