Um exemplo de como o Brasil tem dificuldade para agregar valor às suas commodities. Um exemplo que nos diz respeito a nós, paraenses. Já não exportamos somente minério de ferro. Já fazemos pelotas de ferro, como todos sabem. Pelotas agregam valor à produção, todos sabem. A China, dentre outros países, gostam de pelotas de ferro. Usam-nas para fabricar trilhos. Trilhos de ferro. Para fabricar uma tonelada de trilhos, a China compra algo entre 1,7 e 1,8 toneladas de pelotas de ferro. Essa venda rende algo entre US$ 136 e US$ 144. O Brasil, por sua vez, assim como gosta de vender pelotas, gosta de comprar trilhos. Trilhos fabricados na China com o ferro paraense. E paga, por eles, US$
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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