Carnet de idéias, de instrumentos, de planos de aula. Caberia lembrar-me, para poder continuar, que inventei metade deste curso de especialização (a parte imagem e sociedade) e tornei-me refém da outra metade (cinema) - a qual bem não eh minha area de concentracao de pesquisa. Não seria meu projeto, caberia igualmente lembrar-me, o de fazê-lo, mas não havendo outra pessoa disponivel, em meu departamento, nesse momento, para desenvolvê-lo e sendo evidente que se tratava de um projeto importante, aceitei repensa-lo, implementa-lo, coordena-lo. E aqui estamos, devendo eu recolher os fragmentos de um pensamento ainda em curso para transforma-los em ...curso. Ou melhor, em aulas. Provavelmente meus alunos estranharão o "modelo" que sera empregado, cabendo antes de tudo especificar que o objetivo destas aulas sera elaborar uma "compreensão" a respeito de um modo de pensar a imagem e "interpretar" que isto tem a haver com sociedade, com cinema e com Amazônia. Em outras palavras, elaborar uma critica da metafisica imag?tica ocidental - ocidental, pois é este o acima referido "modo de pensar a imagem". E isto dito caberia lembrar que a metade do curso que inventei procura introduzir sociologia - sociologia compreensiva - num curso que pensaria apenas em cinema. Passagem amplexa da noção de cinema para a de imagem. Mas, enfim, acabei agora ha pouco de preparar a primeira aula, a qual acontecera as 19 horas de hoje. Cinco folhas de plano de aula e um caderno com anotações. Alias, o que é um grande problema, porque levei dois meses para preparar a primeira aula - e ela resultou imperfeitamente num plano - e ainda não comecei a pensar na segunda aula, que acontece depois de amanhã. Bom, é isto uma alegoria. De fato na primeira aula esta o objeto central do curso, amplexo e problematico, cabendo à segunda e às demais aulas organiza-lo.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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