A perspectiva metodológica adotada pelo Laboratório tem seu referencial teórico mais imediato no pensamento de Alfred Schütz, que procurou promover uma fusão de horizontes entre a filosofia e a sociologia – mais especificamente entre a filosofia fenomenológica desenvolvida por Edmund Husserl e a sociologia compreensiva desenvolvida por Max Weber. Dessa maneira, Husserl e Weber constituem marcos teóricos igualmente referenciais para nossas pesquisas. Junto a eles irmanam-se outros autores que adotaram perspectivas fenomenológicas e compreensivas na sua leitura do mundo social, notadamente Martin Heidegger, que fundamenta um dos pontos reflexivos estruturantes de nosso trabalho, qual seja, a crítica à razão metafísica. Dentre esses diversos autores, a maioria dos quais recentes e producentes, referimos também, constantemente, as obras de Jacques Derrida, Serge Moscovici e Michel Maffesoli. O primeiro deles, ntadamente, por meio de sua contribuição à desconstrução da metafísica ocidental. O segundo, por sua importante leitura da noção de interação simbólica, de Durkheim, com o resultado bem conhecido da sua tese sobre as “representações sociais”. O terceiro, sobretudo, pela sua concepção de uma “estética social”, incidente sobre nossos estudos da “forma social”, mas, também, por sua reflexão a respeito de uma sociologia “sensível”, calcada na experiência social e, dessa maneira, oposta a uma “sociologia metafísica” que procuramos criticar em seus fundamentos.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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