Como se sabe, o flâneur foi uma das figuras humanas emblemáticas da modernidade, nos estudos de Walter Benjamin sobre a filosofia material desse período histórico. Se caracterizaria como um indivíduo cujo principal interesse é deixar-se levar a andar pela cidade, observando-a em seu movimento humano e em seu movimento histórico. O flâneur, mesmo sem o desejar, acabaria por se constituir como um indivíduo culto, tantas são as pequenas informações que acaba coletando sobre a cidade moderna. Seu saber é microscópico e multifacetado, caleidoscópico, talvez, e parece destinar-se somente a si, a um uso pessoal, marcado pela propensão ao individualismo que caracteriza o homem moderno. Cf. Benjamin 1989.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
Comentários