A aula será dedicada à leitura de alguns trechos – e à reflexão sobre eles – do primeiro texto indicado em nossa bibliografia obrigatória, o segundo capítulo de “Tudo que é sólido desmancha no ar”, de Marshall Berman. Nesse texto, Berman discute a possibilidade de uma leitura não ortodoxa do “Manifesto do Partido Comunista”, de Marx. No bojo dessa proposição está a possibilidade de vislumbrar um Marx “modernista”, por oposição ao Marx eminentemente economista, que opera uma denúncia fria dos fenômenos da modernidade. A reflexão de Berman parte da frase de Marx, encontrada no Manifesto, que descreve a modernidade como, justamente, um momento no qual “tudo que é sólido desmancha no ar”. Partiremos dessa proposição para estabelecer vínculos com os temas desenvolvidos nas aulas anteriores, notadamente a sensação de desumanização que decorre da experiência social de individuação.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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