Saiu o primeiro post da série das 10 Desejáveis Virtudes para a Política Cultural do governo Ana Júlia. Para quem não sabe, essa série é uma iniciativa da Luciane Fiúza de Melo, concluinte do curso de Comunicação da UFPA e se segue aos 10 Pecados que arrolei na semana passada. A iniciativa é louvável e admirável. Louvável porque marca a vontade de participar, de inventar, de fazer diferente. Vontade essa que anda envolvendo a cidade (e talvez o estado) ante a expectativa pelo governo Ana Júlia. Admirável porque cria vínculo, cria redes de conexão entre gente que não se conhece mas que tem muito em comum. No primeiro post, de autoria do Edyr Augusto, temos a virtude do Profissionalismo. É uma super sensata contribuição. O Edyr vai ao cerne da questão: chega de improviso e de parcialidade. Precisamos dar um passo à frente na questão cultural. Precisamos escapar do provincianismo personalista e começar a tratar a cultura com um espírito conseqüente. Edyr, receba um grande abraço, deste que é seu fã desde o Navio dos Cabeludos.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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