Na aula desta quarta-feira iniciamos a segunda unidade do nosso curso de Sociologia da Cultura. Assim como na primeira unidade estudamos um desdobramento da sociologia durkheimiana, por meio da obra de Serge Moscovici e da sua teoria das representações sociais, nesta unidade estudaremos um desdobramento contemporâneo da sociologia marxista, especificamente a obra de Pierre Bourdieu. Bom, esclareçamos que é difícil caracterizar Bourdieu por meio de uma filiação sociológica específica. A sua pretensão teórica, inclusive, é constituir um ponto de convergência entre as grandes famílias sociológicas. Não obstante, em nosso ver há, em seu pensamento, uma índole marxista dominante. Índole essa que se expressa na percepção macrodinâmica dos fenômenos sociais e na interpretação à dominante hegeliana. Mas deixamos o tema para um debate futuro. Nesta primeira aula vimos a trajetória do autor, sua formação e os fatos bio-bibliográficos importantes. Destacamos um elemento: as motivações pessoais para a reflexão sobre os fenômenos da exclusão social. Destacamos esse aspecto porque a vivência da exclusão – e também da auto-exclusão – foi uma experiência importante na sua formação. Procuramos, enfim, nessa primeira aula, desenvolver um conceito bourdieusiano central, o da “reprodução social”, em seu impacto sobre a natureza da exclusão – de toda forma de exclusão, inclusive simbólica.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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