Na aula desta quarta-feira iniciamos a segunda unidade do nosso curso de Sociologia da Cultura. Assim como na primeira unidade estudamos um desdobramento da sociologia durkheimiana, por meio da obra de Serge Moscovici e da sua teoria das representações sociais, nesta unidade estudaremos um desdobramento contemporâneo da sociologia marxista, especificamente a obra de Pierre Bourdieu. Bom, esclareçamos que é difícil caracterizar Bourdieu por meio de uma filiação sociológica específica. A sua pretensão teórica, inclusive, é constituir um ponto de convergência entre as grandes famílias sociológicas. Não obstante, em nosso ver há, em seu pensamento, uma índole marxista dominante. Índole essa que se expressa na percepção macrodinâmica dos fenômenos sociais e na interpretação à dominante hegeliana. Mas deixamos o tema para um debate futuro. Nesta primeira aula vimos a trajetória do autor, sua formação e os fatos bio-bibliográficos importantes. Destacamos um elemento: as motivações pessoais para a reflexão sobre os fenômenos da exclusão social. Destacamos esse aspecto porque a vivência da exclusão – e também da auto-exclusão – foi uma experiência importante na sua formação. Procuramos, enfim, nessa primeira aula, desenvolver um conceito bourdieusiano central, o da “reprodução social”, em seu impacto sobre a natureza da exclusão – de toda forma de exclusão, inclusive simbólica.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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