Nesta segunda aula sobre a noção de cultura na obra de Pierre Bourdieu abordamos a noção de habitus. Utilizamos três obras do autor para procurar uma compreensão do conceito: A Distinção, O Senso Prático e Coisas Ditas. A aula foi desenolvida segundo três objetivos: em primeiro lugar, compreender o conceito como fundamento da teoria bourdieusiana da cultura; em seguida, situar o conceito na dimensão antropológica e etnográfica da obra de Bourdieu, localizando a formação da noção de habitus na sua observação da sociedade Kabília; enfim, em terceiro lugar, elaborar uma percepção crítica da noção de habitus, debatendo seus fundamentos à luz de uma crítica à funcionalidade “estruturante” do pensamento do autor. Nesse sentido, procuramos esclarecer de que maneira a noção de habitus aproxima-se e afasta-se, ela própria guardando uma distância crítica notável, da tradição marxista.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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