Nesta segunda aula sobre a noção de cultura na obra de Pierre Bourdieu abordamos a noção de habitus. Utilizamos três obras do autor para procurar uma compreensão do conceito: A Distinção, O Senso Prático e Coisas Ditas. A aula foi desenolvida segundo três objetivos: em primeiro lugar, compreender o conceito como fundamento da teoria bourdieusiana da cultura; em seguida, situar o conceito na dimensão antropológica e etnográfica da obra de Bourdieu, localizando a formação da noção de habitus na sua observação da sociedade Kabília; enfim, em terceiro lugar, elaborar uma percepção crítica da noção de habitus, debatendo seus fundamentos à luz de uma crítica à funcionalidade “estruturante” do pensamento do autor. Nesse sentido, procuramos esclarecer de que maneira a noção de habitus aproxima-se e afasta-se, ela própria guardando uma distância crítica notável, da tradição marxista.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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