Os posts anteriores são trechos do meu trabalho de doutorado e estão presentes, ainda que indiretamente, no paper 13 do Laboratório de Sociomorfologia, que referi alguns posts atrás. Eles são referenciais para os alunos de minhas duas turmas atuais: para os do curso Estudo de Temas Amazônicos II (Dinâmicas culturais amazônicas) e para os do curso Sociologia da Cultura e da Comunicação. Para os primeiros, pelo fato imediato de que vão ao cerne do nosso problema quanto às dinâmicas intersubjetivas da produção cultural contemporânea de Belém, tema que estamos debatendo em aula. Para os segundos, porque tematizam, metodologicamente, a abordagem maffesoliana, debate atual do nosso curso.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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