Os posts anteriores são trechos do meu trabalho de doutorado e estão presentes, ainda que indiretamente, no paper 13 do Laboratório de Sociomorfologia, que referi alguns posts atrás. Eles são referenciais para os alunos de minhas duas turmas atuais: para os do curso Estudo de Temas Amazônicos II (Dinâmicas culturais amazônicas) e para os do curso Sociologia da Cultura e da Comunicação. Para os primeiros, pelo fato imediato de que vão ao cerne do nosso problema quanto às dinâmicas intersubjetivas da produção cultural contemporânea de Belém, tema que estamos debatendo em aula. Para os segundos, porque tematizam, metodologicamente, a abordagem maffesoliana, debate atual do nosso curso.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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