Irã: Mahmoud Ahmadinejad ou Mir Hossein Moussavi? Ainda que este último permaneça fiel à linha oficial da República Islâmica na questão nuclear, ele denunciou do “extremismo” do atual presidente no campo da política estrangeira e se comprometeu a renovar “relações construtivas com o mundo”. Segundo Israel, as 4 mil centrífugas instaladas no Irã já produziram mais de 1 tonelada de urânio, enquanto bastam 25 kg para se produzir uma bomba atômica. Podemos até torcer para o candidato aparentemente menos ameaçador, mas o fato é que o presidente da república, no Irã, não manda em muita coisa. Oficialmente, deve obediência ao ayatolá - Ali Khamenei, que sucedeu ao fundador do regime, Rouhollah Khomeiny, em 1989. E, entre o grande líder e o presidente há, institucionalmente, quatro conselhos oficiais que devem aprovar a maioria dos atos do presidente e do parlamento: o Conselho do Discernimento, o Conselho dos Guardiões da Constituição, a Assembléia dos Notáveis e o Conselho da Propaganda Islâmica.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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