Irã: Mahmoud Ahmadinejad ou Mir Hossein Moussavi? Ainda que este último permaneça fiel à linha oficial da República Islâmica na questão nuclear, ele denunciou do “extremismo” do atual presidente no campo da política estrangeira e se comprometeu a renovar “relações construtivas com o mundo”. Segundo Israel, as 4 mil centrífugas instaladas no Irã já produziram mais de 1 tonelada de urânio, enquanto bastam 25 kg para se produzir uma bomba atômica. Podemos até torcer para o candidato aparentemente menos ameaçador, mas o fato é que o presidente da república, no Irã, não manda em muita coisa. Oficialmente, deve obediência ao ayatolá - Ali Khamenei, que sucedeu ao fundador do regime, Rouhollah Khomeiny, em 1989. E, entre o grande líder e o presidente há, institucionalmente, quatro conselhos oficiais que devem aprovar a maioria dos atos do presidente e do parlamento: o Conselho do Discernimento, o Conselho dos Guardiões da Constituição, a Assembléia dos Notáveis e o Conselho da Propaganda Islâmica.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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