Um último comentário sobre Koizumi. Sua postura política é centrista e moderada e muitos dos ideais que nortearam suas reformas foram gerados por uma variação do neo-liberalismo, precisamente aquela que desponta, em Londres, e na London School of Economics, como uma tentativa da racionalização do trabalhismo inglês. Koizumi vinha dessa formação e estava afeito às experiências do trabalhismo na sua fusão relativa com o neo-liberalismo. De maneira alguma Koizumi pode ser descrito como um político de esquerda e nem, tampouco, suas reformas o foram reformas de esquerda. Mas foram reformas civilizatórias. Ou seja, o tipo de reformas que precisa ser feita quando tem-se sociedades cuja dinâmica econômica ou social espelha o absurdo. Era o caso do Japão, do Brasil e muito particularmente do nosso Pará. Reformas civilizatórias. Somente uma reforma civilizatória pode responder ao problema máximo, absoluto e total que é o problema da distribuição de renda.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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