Outra notícia interessante de ontem foi que Sarkozy, o presidente da França, deu posse a uma comissão cujo objetivo é identificar as áreas prioritárias que serão financiadas por um empréstimo contraído pelo país. A comissão é presidida conjuntamente por dois ex-ministros, Michel Rocard e Alan Juppé. Nunca vi governos fazerem isso. Dar a uma comissão, de mão beijada, a escolha sobre investimentos. Por que Sarkozy o fez? Pela crise, certamente. Misteriosa crise, que inspira prudência aos cautos. Porém, ainda assim, é estranho. O governo de Sarkozy tem sido lamentável do ponto de vista social: menos escola, saúde e segurança. Porém, tem feito três apostas corajosas: economia do conhecimento, competitividade das empresas e tecnologia de inovação em três setores: nanotecnologias, biotecnologias e novas energias.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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