O trabalho de Homi Bhabha é influenciado pela psicanálise e pelos estudos literários, dentro da perspectiva dos cultural studies. Bhabha sugere que o outro não é um ser externo ao eu, mas uma projeção do incognoscível e do irrealizável, que permanentemente corroem a unidade e a plenitude de toda identidade, de todo próprio, de toda ética, de todo eu. Fora da escala do ser individual, passando à escala do ser social, esse processo representa a relação conflituosa entre projetos de coesão (por exemplo, a coesão nacional) e os retalhos de uma realidade marcada pela diáspora e pela diversidade. Amazônidas que somos, colonizados que somos, precisamos fazer nossa "autoetnografia". Recuperar os sons e a fúria da nossa diáspora identitária. Precisamos externalizar a visão que temos de nosso colonizador.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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