A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) vê a luz ao fim do túnel. No seu relatório de junho anuncia que a fase de “contração” das economias primeiro-mundistas está sendo superada. É excessivo seu otimismo. Baseia-se numa análise da dupla dinâmica EUA-Japão, que prevêem crescimentos, respectivamente, de 0,9 e 0,7% quando se previa estagnação, no primeiro, e crescimento de 0,5 no segundo. Talvez mova pensamentos sobre a China, que, como se sabe, crescerá 7% em 2009. Ocorre que, na Comunidade Européia, a contração da economia será de 4,8%. E, além disso, há-se de lembrar dos dados sobre o emprego, obliterados pela antigamente heróica OCDE. Nos EUA e no Japão a economia volta a crescer mas a previsão é que aumente o desemprego. Nos EUA a taxa de desemprego foi de 5,8% em 2008. Deverá ser de 9,3% neste ano e 10,1% no ano que vem. No Japão também aumenta o desemprego e na Europa também (de 7,5% em 2008 para 10% em 2009 e 12% em 2010). Só para entender direitinho: estamos falando em recuperação da economia à custa da retração do mercado de trabalho? É isso? Ah, e estamos esquecendo que o crescimento do desemprego fará baixar o consumo, é bem disso que estamos falando?
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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