Amanhã, segunda, não deverei postar nada. Logo cedo partirei para Fortaleza, onde vou participar de uma mesa redonda no seminário preparatório para a III Conferência Municipal de Cultura. O tema da mesa é Produção Simbólica e Diversidade Cultural, que será um dos eixos da futura conferência. É nesse tema que se encontram, nos textos-base do Ministério da Cultura, a relação entre cultura e comunicação. Duas coisas mais que paralelas: similares. Talvez mesmo apenas uma única coisa. A diferença está no fato de que as políticas culturais já estão há algumas milhas, em termos de empoderamento popular e concepção democrática que as políticas de comunicação. Na mesa terei a companhia de Fred 04 e de Pai Roberto. Fred 04 é compositor e cantor da banda Mundo Livre SA, um dos parceiros de Chico Science na fundação do movimento Mangue Bit. Pai Roberto foi secretário de turismo de Cainea, na Guiana, por dois anos. É alguém próximo de nós. Pertence à quinta geração do Asé Opo Afonja e, desde 2003, cuida da casa de santo Ilê Asé Osayin. Todo respeito a eles. Todo respeito aos esforços da prefeitura de Fortaleza em realizar sua III Conferência Municipal de Cultura.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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Aguardaremos as boas novas!
Valéria Nascimento
Cládio Caldas