Diálogos, contatos, idéias... Retornei de Fortaleza. Acho que minha fala, na conferência preparatória de cultura, foi útil, pois produziu várias questões na platéia e um debate interessante. Depois, deu tempo de conversar com algumas pessoas, sobre as relações entre a fotografia local e o movimento FotoAtiva, diálogos culturais nessa área; sobre políticas culturais no Pará, políticas de comunicação do Pará, a Confecom, caminhos e re-caminhos da Democracia Socialista e do PT e outras coisas. Sim, e também vi como vai andando a dissertação de mestrado do Fabrício, sobre os pontos de cultura e da Ana Paula, sobre a Estação das Docas, ambas sendo desenvolvidas no mestrado
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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