Alguém aí se lembra do que disse Clinton à sua equipe econômica, na frente das câmeras, logo que tomou posse pela primeira vez? Ele disse: "We're all Eisenhower Republicans", Todos nós somos republicanos à la Eisenhower. Essa frase ficou famosa, lembro que foi super comentada e que, enquanto comunicação política, coroou a sua tática política essencial, a qual o levou à eleição e à reeleição (sem contar nas inesperadamente vitoriosas batalhas com o parlamento) conhecida pelos especialistas como a "triangulação" - depois transformada, por Lula, na "triangulação fiesp". Lembrei dela hoje de manhã, quando li nos principais jornais brasileiros - como que num estranho movimento orquestrado - notas, matérias e editoriais sugerindo que Ciro Gomes seria um Plano B para o PT, na disputa eleitoral. Lembrei de Clinton e de sua tática de triangulação porque o despontar de Ciro Gomes me pareceu como que um ofertório do empresariado nacional ao presidente. Algo como um "triangule conosco, compañero, triangule, please".
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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