Alguém aí se lembra do que disse Clinton à sua equipe econômica, na frente das câmeras, logo que tomou posse pela primeira vez? Ele disse: "We're all Eisenhower Republicans", Todos nós somos republicanos à la Eisenhower. Essa frase ficou famosa, lembro que foi super comentada e que, enquanto comunicação política, coroou a sua tática política essencial, a qual o levou à eleição e à reeleição (sem contar nas inesperadamente vitoriosas batalhas com o parlamento) conhecida pelos especialistas como a "triangulação" - depois transformada, por Lula, na "triangulação fiesp". Lembrei dela hoje de manhã, quando li nos principais jornais brasileiros - como que num estranho movimento orquestrado - notas, matérias e editoriais sugerindo que Ciro Gomes seria um Plano B para o PT, na disputa eleitoral. Lembrei de Clinton e de sua tática de triangulação porque o despontar de Ciro Gomes me pareceu como que um ofertório do empresariado nacional ao presidente. Algo como um "triangule conosco, compañero, triangule, please".
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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