Na sexta passada morreu, aos 89 anos, Irving Kristol, sujeito cuja obra constitui uma das bases do pensamento neoconservador. Juntamente com Daniel Bell, principal teórico de linha conservadora no debate sobre a pós-modernidade, criou, na década de 1960, a revista The Public Interest. Encontrei no The Wall Street Journal um curto mas esclarecedor artigo seu. Seu pensamento não nos serve para nada, mas é sempre interessante ver as amarras ideológicas que PSDB e DEM, aqui no Brasil, mas outros partidos congêneres, mundo afora, têm, em relação a seu conservadorismo. Bom, obviamente não há senadores e deputados, no PSDB ou no DEM, sobretudo no Pará, que tenham lido Irving Kristol. Certamente. E tanto melhor, aliás.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
Comentários